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Lua guarda segredos do Sistema Solar, diz estudo

14 jul 2009
13h19
atualizado às 14h30

A Lua é uma testemunha preciosa da história e dos segredos do nosso Sistema Solar desde o seu nascimento, há 4,5 bilhões de anos, bem como uma importante reserva de recursos naturais, como oxigênio, hidrogênio, silício e hélio.

O único satélite natural da Terra, situado a 384.402 km de distância, continua sendo misterioso apesar das seis missões americanas que tocaram o solo lunar, realizadas no âmbito do programa Apollo, entre 1968 e 1972.

"Em nenhuma outra parte podemos contemplar com tanta clareza a época em que a Terra e os outros planetas do nosso sistema solar se formaram", destacou em um estudo recente a Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos. "O interior da Lua conservou intacta a história das primeiras etapas da evolução planetária e sua superfície sem ar também dá um testemunho contínuo da história terrestre e da ação solar", acrescentou.

"Somente voltando à Lua poderemos fazer novas explorações científicas e sanar as lacunas em nossa compreensão do sistema solar", concluiu a Academia, que recomenda a volta das missões tripuladas à Lua.

Além das informações preciosas que contém sobre nossa origem, a Lua contém em sua superfície, na camada de poeira denominada regolito com vários metros de espessura e produzida pelo impacto de meteoritos, oxigênio de fácil extração. Também há hidrogênio em quantidade menor.

O oxigênio e o hidrogênio podem ser utilizados para fabricar combustível para motores de foguetes, o que poderia reduzir consideravelmente os custos da exploração espacial, permitindo lançar naves além da atmosfera terrestre.

O regolito lunar também contém silício, que pode ser utilizado para fabricar painéis solares. Várias empresas estudam a possibilidade de produzi-los na Lua com o propósito de fornecer eletricidade às colônias que se estabeleceriam ali no futuro.

O solo lunar também tem importantes reservas de hélio-3, um isótopo não-radioativo de hélio muito raro na Terra e buscado na fusão nuclear.

A Lua conteria um milhão de toneladas de hélio-3, quando apenas 25 toneladas seriam suficientes para satisfazer as necessidades dos Estados Unidos e da União Européia.

Tamanho potencial levou a empresa russa Energia Space Corporation a apresentar, no início deste ano, um projeto para criar uma base permanente na Lua dentro de 10 anos e começar a extrair o precioso isótopo antes de 2020.

De qualquer forma, a tecnologia para a exploração deste recurso ainda é muito preliminar.

AFP Todos os direitos de reprodução e representação reservados. 

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