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Lançamento de foguete brasileiro feito em parceria com a China fracassa

Delegação brasileira viajou à Ásia para acompanhar a operação; equipamento custou R$ 300 milhões ao governo brasileiro

9 dez 2013
09h44
atualizado às 11h08
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O Ministério da Ciência e Tecnologia confirmou que o lançamento do satélite CBERS-3 (sigla em inglês para Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres), feito em parceria entre o Brasil e a China e que melhoraria a observação do desmatamento na Amazônia, não obteve sucesso. Engenheiros chineses responsáveis pela construção do veículo lançador estão avaliando as causas do problema e o possível ponto de queda. O investimento brasileiro na construção do Cbers-3 chegou a R$ 300 milhões.

O lançamento foi iniciado dentro do horário previsto, às 1h26 da madrugada de hoje da base de Taiyuan, na província de Shanxi - a 700 quilômetros de Pequim. Informações preliminares indicam que houve problemas com o foguete Longa Marcha 4B, responsável por levar o satélite ao espaço. Inicialmente, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) informara que o lançamento fora um sucesso. O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, e o ministro de Ciência e Tecnologia, Marco Antonio Raupp, viajaram para a China para acompanhar a operação.

"Houve uma falha de funcionamento do veículo lançador durante o voo e, consequentemente, o satélite não foi posicionado na órbita prevista", informou a assessoria de imprensa do Inpe em um comunicado. "Para assegurar o cumprimento dos objetivos do programa CBERS, Brasil e China concordaram em iniciar imediatamente discussões técnicas visando a antecipação da montagem e lançamento do CBERS-4", completou o órgão.

Por meio do CBERS, um projeto de cooperação especial com duas décadas de história, Brasil e China desenvolveram e já lançaram três satélites (CBERS-1, CBERS-2 e CBERS-2B). O objetivo do satélite que deveria entrar em órbita era substituir o CBERS-2, que deixou de funcionar. O lançamento de hoje aconteceu três anos após a data prevista inicialmente pelo Inpe, que desenvolveu o projeto em parceria com a Cast (Academia Chinesa de Tecnologia Espacial).

O CBERS-3 é dotado de equipamentos que permitiriam ao satélite fotografar, rastrear e registrar atividades agrícolas, desmatamento das florestas, incêndios, mudanças na vegetação, recursos hídricos e expansão urbana com uma resolução muito superior à dos anteriores aparelhos.

EFE   

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