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Fotógrafo retrata intensificação da aurora boreal

14 dez 2010
06h20
atualizado às 09h47

A aurora boreal, fenômeno luminoso que ocorre no pólo Norte, geralmente na época dos equinócios, está se intensificando desde 2007 e deve atingir o ápice de luminosidade em 2012, segundo a Nasa - a agência espacial americana.

O fenômeno é causado pelos ventos solares que carregam um fluxo contínuo de partículas elétricas liberadas pelas explosões que ocorrem na superfície do Sol. Quando estas partículas atingem os campos magnéticos da Terra algumas ficam retidas provocando a luminosidade intensa pela liberação de energia ocorrida com a colisão destas partículas com as moléculas e átomos presentes na atmosfera.

O fotógrafo islandês Orvar Thorgiersson, 35, está registrando a evolução do fenômeno. "Agora há dias em que as luzes são tão claras que você pode ler um livro à noite. Elas são mais claras que a lua", diz.

O evento será causado pelo máximo solar, período em que o campo magnético no equador do sol roda num ritmo ligeiramente superior ao dos seus pólos. O ciclo solar leva em média 11 anos entre um máximo solar e o outro. O último máximo solar ocorreu em 2000. Segundo a Nasa, o próximo, que ocorrerá em 2012, deve ser o maior desde 1958, quando a aurora boreal surpreendeu os habitantes do México com três ocorrências.

Em 2012, espera-se que as luzes da aurora possam ser vistas até a latitude de Roma. No entanto, caso seja de fato tão intenso, o fenômeno poderá causar problemas a telefones celulares e sistemas de GPS pela liberação de energia num grau mais elevado.

Fotógrafo islandês Orvar Thorgiersson está registrando a evolução do fenômeno aurora boreal
Fotógrafo islandês Orvar Thorgiersson está registrando a evolução do fenômeno aurora boreal
Foto: Orvar Atli Thorgiersson/Barcroft Media / BBC Brasil
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