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Estudo sugere que lavas formaram os vales e canais de Marte

Pesquisa põe em dúvida teoria de que os sulcos na superfície do planeta vermelho foram produzidos por água corrente

4 jun 2014
21h27
atualizado às 21h32
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<p>Acredita-se que os sulcos na superfície de Marte foram formados por água corrente, mas de acordo com um estudo feito recentemente, eles podem ter tido uma gênese muito diferente, ligada aos vulcões</p>
Acredita-se que os sulcos na superfície de Marte foram formados por água corrente, mas de acordo com um estudo feito recentemente, eles podem ter tido uma gênese muito diferente, ligada aos vulcões
Foto: Daily Mail / Reprodução

Embora muitos vejam os canyons existentes na crosta de Marte como uma evidência da existência de água no estado líquido, um estudo sugere que um tipo diferente de fluido - muito menos hospitaleiro para a vida - possa ter esculpido essas estruturas. 

De acordo com o Daily Mail, um artigo publicado por Giovanni Leone do Insituto Federal de Tecnologia da Suíça sugere que os vales e canais de escoamento do planeta vermelho foram formados por lava em um passado distante.

Para chegar a essa conclusão, o professor analisou milhares de imagens de um satélite da Nasa, que tem orbitado Marte desde 2006. Essas fotos permitiram que ele mapeasse os pisos dos vales equatoriais e os canais de escoamento em uma resolução extremamente alta, de até 25 centímetros por pixel. Através das fotos, ele descobriu que cerca de 90% dos pisos são cobertos por lavas ou deslizamentos de terra relacionados a ela. 

Imagens do satélite mostram que os canais formados por lava que irromperam recentemente foram aprofundados e alargados pela passagem de rocha no estado líquido.

Acredita-se que esses vales e canais existam há milhões de anos, por isso, o professor crê que a lava tenha sido emitida por vulcões que desapareceram em alguma região de Marte chamada Tharsis.

A hipótese de que os vales de Marte tenham origem vulcânica já havia sido proposta na década de 1970, mas nos últimos 25 anos o parecer científico se afastou em direção a uma explicação que envolve uma mistura de levantamento tectônico e erosão sedimentar causada pela água.

Ainda assim, o estudo é inconclusivo porque é muito difícil diferenciar rochas ígneas (ou rochas eruptivas) de rochas sedimentares usando apenas imagens orbitais, ainda que a sua resolução seja muito alta.

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Fonte: Terra
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