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Curiosity e bóson de Higgs são candidatos a personalidade da 'Time'

27 nov 2012
14h34
atualizado às 17h58

O robô "Curiosity" e o Bóson de Higgs estão entre os candidatos à "Pessoa do Ano" da revista "Time", que será anunciada no dia 14 de dezembro. O presidente americano, Barack Obama; o líder sírio, Bashar al Assad; e o líder norte-coreano, Kim Jong-un, figuram entre os 38 candidatos que a publicação acaba de divulgar.

Três rodas da parte esquerda da sonda Curiosity podem ser vistas na montagem de duas imagens que foram tiradas pelo jipe-robô em Marte
Três rodas da parte esquerda da sonda Curiosity podem ser vistas na montagem de duas imagens que foram tiradas pelo jipe-robô em Marte
Foto: Nasa / Divulgação

Apesar de a decisão ser tomada pelos responsáveis editoriais da revista, a "Time" oferece a possibilidade de os internautas de todo o mundo opinarem e votarem no seu candidato favorito até a meia-noite (hora local de Nova York) do dia 12 de dezembro.

A lista inclui dois indicados "não humanos": o Bóson de Higgs porque, sem ele, não seríamos mais que "energia incompleta"; e o robô "Curiosity" por ser "o melhor automóvel" do Sistema Solar, apesar do custo de US$ 2,5 bilhões.

Obama e sua reeleição, apesar da incerta situação da economia americana, e Mitt Romney, por sua derrota, são outros indicados. Também estão os imigrantes ilegais nos Estados Unidos, cuja situação foi divulgada graças à chamada "Dream Act", uma legislação que, unida ao apoio hispânico em massa a Obama nas eleições, permitiu que no país se possa voltar a falar de uma mudança na legislação migratória.

Assad figura na lista de indicados porque, apesar de poder ser um dos candidatos mais antipáticos, não há dúvida "de seu impacto" nas notícias deste ano, enquanto do norte-coreano Kim se diz que não mudou "o rumo trágico de seu país", mantendo um programa nuclear enquanto a população sofre com a fome.

O artista dissidente chinês Ai Weiwei; o grupo musical dissidente russo Pussy Riot; o paraquedista austríaco Felix Baumgartner; o prefeito de Nova York, Michael Bloomberg; e o executivo-chefe da Apple, Tim Cook, são outros integrantes da lista.

A menina paquistanesa Malala Yousafzai, baleada por um talibã por causa de sua militância a favor da educação feminina, é outra candidata de destaque. O magnata dos cassinos Sheldon Adelson, promotor do Eurovegas, figura também na lista, mas por um recorde negativo: ele e sua esposa gastaram US$ 53 milhões para apoiar candidatos republicanos conservadores nas últimas eleições americanas, e todos foram derrotados.

EFE   
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