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27 de março de 2010 • 09h40 • atualizado às 09h46

Conheça as 11 luas mais estranhas do Sistema Solar

Há 400 anos, a única lua conhecida, o próprio satélite da Terra, era vista com uma aparência enferrujada por causa dos instrumentos pouco tecnológicos da época
Foto: NewScientist / Divulgação
 

As luas podem se curvar aos planetas que orbitam quando se fala em tamanho, mas muitas vezes elas acabam se tornando protagonistas pela beleza e diversidade. Existem tantas luas no Sistema Solar que o número supera de vinte pra uma. Há satélites consolidados como Titã (maior lua de Saturno) e outros com refúgios possíveis para seres vivos como Europa (lua de Júpiter). Conheça abaixo as onze luas mais estranhas do Sistema Solar, escolhidas pelo pesquisador Stephen Battersby e divulgadas pelo site científico New Scientist:

Io
Uma das quatro grandes luas de Júpiter, Io é conhecida como o "fogo do inferno" do Sistema Solar devido às fossas sulfurosas, intensa radiação e constantes erupções vulcânicas. Além de ser um pouco maior que a Lua (da Terra), Io também é o quarto maior satélite do Sistema Solar.

Seus vulcões atingem temperaturas próximas a 1.700°C, cuspindo 100 vezes mais lava do que todos os vulcões da Terra podem reunir. A aparência estranha - branco, vermelho, laranja, amarelo e preto - é causa pela grande liberação de compostos de enxofre que também ocorrem durante as erupções.

Jápeto
Jápeto, a terceira maior lua de Saturno, se apresenta como excêntrica por possuir dois tons de cores: meio escuro e meio branco brilhante. Ainda por cima, com com 1.436,0 km de diâmetro, o satélite também é achatado nos pólos e nos. Uma crista que percorre incompleta o seu equador dá-lhe a aparência de uma casca de noz.

O hemisfério que conduz a rotação de Jápeto é extremamente escuro, refletindo apenas uma pequena parcela de luz solar incidente, enquanto que o hemisfério contrário é muito mais efetivo. Por isso, Jápeto é conhecido como corpo celeste com maior variação de brilho do Sistema Solar.

Europa e Encélado
As geladas e aparentemente desoladoras superfícies de Europa, uma das quatro luas de Júpiter, e Encélado, o menor dos satélites naturais de Saturno (tem 498,8 km de diâmetro), são de fato uma das paisagens mais ativas do Sistema Solar. E podem até conter habitats acolhedores para seres vivos.

Europa é coberta por uma crosta de gelo rachada que se assemelha ao Ártico na Terra. Seu núcleo rochoso, no entanto, é aquecido pelo calor das marés, um resultado da mudança de tração gravitacional de Júpiter. Isso, provavelmente, gera calor suficiente para manter um oceano abaixo da superfície congelada de Europa. É, junto com Marte, o local mais provável onde os cientistas acreditam que possa haver vida extraterrestre.

Bola de neve de Saturno, Encélado é muito violenta. Um conjunto de gêiseres cria explosões de vapor e cristais de gelo. Quando retorna à superfície, o material expelido cai como neve, formando um revestimento brilhante de inverno que torna branco o objeto no sistema solar. A temperatura é de cerca de -198 °C, mais fria que as outras luas de Saturno, porque reflete praticamente toda a luz recebida pelo Sol. No ano passado, pesquisadores confirmaram a existência de um oceano de água salgada na altura da calota de gelo do polo sul do satélite.

Pan e Atlas
A maioria das luas são redondas e lisas, ou pedaços irregulares de rocha espacial. Pan e Atlas, ambas de Saturno, por outro lado, possuem formatos semelhantes ao de discos voadores e orbitam dentro de um dos aneis do planeta, o anel A. Atlas possui um tamanho de quase 40 km de altura por 20 km de largura, enquanto Pan tem medições aproximadas de 35 km por 23 km.

Nereida
Enquanto a maioria das luas suavemente círcunda planetas, Nereida é muito diferente. Este satélite de Netuno moderadamente irregular e medíocre de tamanho (cerca de 340 km), viaja na órbita mais excêntrica de uma lua no sistema solar - uma montanha-russa que a faz subir mais de 9 milhões de quilômetros para depois mergulhar 1,4 milhões de quilômetros na direção de Netuno.

Titã
Titã, maior lua de Saturno e a segunda maior do Sistema Solar, também supera em diâmetro o planeta Mercúrio e a Lua da Terra - Titã é uma vez e meio maior. É talvez a mais estranha de todas as luas porque é tão estranhamente familiar à Terra: também conta com lagos, montanhas e cavernas, vales fluviais, planícies de lama e dunas de deserto. A espessa atmosfera de nitrogênio detém névoa, poluição e nuvens de chuva.

No entanto, as aparências podem enganar. Titã está 10 vezes mais longe do Sol do que a Terra e, sob uma luz fraca, sua superfície tem temperaturas de -180 °C.

Lua
Até Simon Marius e Galileo Galilei descobrirem as quatro luas de Júpiter, há 400 anos, o único satélite conhecido era um objeto proeminente no céu e com aparência enferrujada quando visto da Terra durante à noite com os instrumentos pouco evoluídos da época. Mesmo após dezenas de satélites terem sido descobertos de lá para cá no Sistema Solar, a Lua terrestre ainda se destaca como um dos membros mais notáveis deste clã.

Por um lado, são peixes muito pequenos em um grande lago. Luas são raras no interior do Sistema Solar: Vênus e Mercúrio não possuem uma e as duas de Marte são minúsculas. Na verdade, a Lua parece mais à vontade do que os demais satélites que orbitam planetas gigantes de gás.

Ganímedes
Ganímedes, principal lua de Júpiter e maior do Sistema Solar, com diâmetro de 5.270 km, tem um volume três vezes maior que o do satélite da Terra. Os cientistas observaram em seu interior um forte campo magnético que sugere a existência de um núcleo com convecção de metal líquido. Este grande satélite foi descoberto em 1610 e é uma das quatro luas descobertas por Galileu Galilei na órbita de Júpiter. Em condições favoráveis de tempo, Ganímedes é vísivel a olho nu.

Tritão
Tritão é a maior lua de Netuno e possivelmente o astro mais frio do sistema solar, atingindo temperaturas de -235°C. Além disso, possui uma história geológica bastante complexa: uma superfície bastante jovem e de aspecto rugoso, desfigurada por violentas erupções vulcânicas, rápidos congelamentos do solo e repentina fundição, que geram uma rede de rachaduras enormes.

Redação Terra