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Cientistas detectam planeta rochoso mais próximo da Terra

11 nov 2015
17h11
atualizado em 12/11/2015 às 07h21
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Um grupo internacional de cientistas detectou um planeta rochoso de tamanho similar ao da Terra a 39 anos-luz do Sistema Solar, o mais próximo descoberto até então, informou nesta quarta-feira (11) a revista britânica Nature.

Foto: Nasa/JPL - Caltech/R.Hurt / BBCBrasil.com

A publicação descreve o GJ 1132b como o planeta extrassolar "mais importante" já descoberto, porque a proximidade permitirá que os astrônomos o estudem com mais detalhes do que qualquer outro corpo.

Apesar de se tratar de um planeta quente demais para ser habitado por seres humanos - ele recebe 19 vezes mais radiação de sua estrela do que a Terra do Sol - sua temperatura é suficientemente temperada para manter uma atmosfera.

O GJ 1132b está três vezes mais perto da Terra do que qualquer outro planeta extrassolar conhecido, o que permitirá que os cientistas obtenham informações sobre a composição e a dinâmica de sua atmosfera com uma resolução impensável até agora.

Seu raio é 16% maior do que a da Terra e a sua densidade é de 6 gramas por centímetro cúbico, a mesma do nosso planeta, por isso os cientistas acreditam que o GJ 1132b é composto por rochas e ferro.

A partir de imagens obtidas no Observatório Interamericano de Cerro Tololo (CTIO), no Chile, o grupo liderado por Zachory Berta-Thompson, do Instituto Tecnológico de Massachusetts (MIT), calculou que o planeta passa cada 1,6 dias na frente da Gliese 1132, a estrela ao redor da qual orbita, uma anã vermelha que mede apenas 21% do tamanho do Sol.

Estudos recentes mostram que esse tipo de estrela costuma abrigar sistemas planetários com corpos entre 0,5 e 1,5 vezes o tamanho da Terra. O mais próximo deles encontrado até o momento, porém, estava a mais de 127 anos-luz de distância.

O fato de o GJ 1132b transitar na frente de sua estrela em um plano quase paralelo em relação ao ponto de vista de um observador terrestre facilita o trabalho dos cientistas para avaliar as características de sua atmosfera e, em último caso, tentar detectar uma assinatura biológica que revele a presença de vida.

Quando o planeta passar em frente à estrela, os pesquisadores serão capazes de medir o espectro eletromagnético de luz que atravessa a atmosfera, o que permite inferir sua composição química, um trabalho que os cientistas esperam realizar em breve para descobrir mais detalhes sobre o GJ 1132b.

 

EFE   

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