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Astrônomos dizem ter achado as estrelas mais frias conhecidas

25 jun 2010
17h00
atualizado às 17h06
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Astrônomos do telescópio espacial Spitzer - administrado pela Nasa e pelo Instituto de Tecnologia da Califórnia, nos Estados Unidos - afirmam ter descoberto 14 das mais frias estrelas conhecidas no universo. Esses astros, chamados de anãs marrons, são tão frios se comparados com suas irmãs que é impossível vê-los em telescópios comuns. Contudo, o infravermelho do Spitzer conseguiu registrá-las.

O objeto vermelho no centro da imagem é a estrela chamada de SDWFS J143524.44 335334.6, uma das 14 anãs marrons encontradas pelo Spitzer em registros em infravermelho
O objeto vermelho no centro da imagem é a estrela chamada de SDWFS J143524.44 335334.6, uma das 14 anãs marrons encontradas pelo Spitzer em registros em infravermelho
Foto: Divulgação

As estrelas descobertas estão em uma categoria chamada de anãs T, com temperaturas abaixo de 1227 °C. Uma delas, inclusive, é tão fria que os astrônomos propõem colocá-la em uma nova classe - já teorizada anteriormente -, a de anãs Y. Há várias classificações para estrelas conforme sua temperatura, supermassivas, por exemplo, são chamadas de O, enquanto o nosso Sol é uma estrela G.

Segundo a administração do telescópio, as estrelas descobertas têm temperaturas entre 176°C e 327°C, consideradas muito frias tendo temperaturas semelhantes a planetas. Os cientistas afirmam que esses corpos permaneceram desconhecidos por anos, mas começarão a ser mais conhecidos com os telescópios em infravermelho, como o Wise - também da Nasa - que pretende registrar todo o céu nesse comprimento de onda, enquanto o Spitzer registra apenas um alvo designado.

"Wise está procurando por todos os lugares, então as mais frias anãs marrons vão aparecer ao nosso redor", diz Peter Eisenhardt, cientista deste projeto. "Nós podemos inclusive encontrar uma anã marrom que é tão próxima de nós quanto Proxima Centauri, a mais próxima estrela conhecida", diz o pesquisador.

Ainda de acordo com os cientistas, as anãs marrons se formam de maneira similar às outras estrelas, mas são menores que estas (com tamanho equivalente a de planetas gasosos), não conseguindo reunir massa suficiente para dar início a uma fusão nuclear. Inicialmente, esses astros têm calor resultante da sua formação, mas, com o tempo, eles tendem a esfriar. A primeira anã marrom foi descoberta em 1995.

Redação Terra

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