publicidade
15 de fevereiro de 2013 • 19h25 • atualizado às 19h46

Asteroide passa sem sustos perto da Terra e meteorito leva pânico à Rússia

 

Um asteroide que era acompanhado de perto por cientistas, com cerca de 45 metros de diâmetro, passou sem causar danos perto da Terra esta sexta-feira, horas depois de um meteorito muito menor e inesperado cair na Rússia provocando pânico e deixando cerca de mil feridos.

Imagens ao vivo de um telescópio situado no Observatório Gingin, no oeste da Austrália, mostraram o asteroide com forma similar a uma listra branca alongada movendo-se por um céu completamente escuro.

Os astrônomos afirmaram que a velocidade e a proximidade do asteroide dificultaram ainda mais seu acompanhamento, já que os telescópios tiveram que ser direcionados de uma forma muito precisa que multiplicava o risco de perdê-lo de vista.

Chamado 2012 DA 14, o asteroide passou a 27.000 km da Terra no momento da sua aproximação máxima - um décimo da distância entre a Terra e a Lua -, por volta das 19h25 GMT (17h25 de Brasília), anunciou a Nasa.

Pesando 135.000 toneladas, o asteroide poderia ter destruído uma grande cidade, caso houvesse caído no nosso planeta. "É o maior objeto detectado por cientistas a se aproximar da Terra", anunciou a agência espacial americana.

"A distância é bastante grande da Terra e do enxame de satélites terrestres, inclusive da Estação Espacial Internacional", destacou a Nasa em um comunicado.

"Em média, um asteroide desta envergadura se aproxima da Terra a cada 40 anos, mas um que ameace se chocar com o nosso planeta, a cada 1.200 anos", destacou na semana passada Donald Yeomans, diretor do departamento NEO (Near Earth Object, objetos próximos da Terra) do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa, durante coletiva por telefone.

Por isso, o cientista insistiu em que não havia o que temer: "a Nasa dá a mais elevada prioridade ao rastreamento de asteroides que passam perto da órbita terrestre com a finalidade de proteger o nosso planeta".

Neste sentido, a Nasa afirmou que o voo do asteroide representou "uma oportunidade única para os cientistas estudarem um objeto próximo da Terra tão de perto".

Entre outros projetos, o Goldstone Solar System Radar, localizado no deserto californiano de Mojave, esteve captando imagens de radar do asteroide esta sexta-feira e continuará nos próximos dias para determinar sua forma e tamanho exatos.

O 2012 DA 14 foi descoberto por acaso por astrônomos em fevereiro do ano passado, quando passaram perto dele.

Os cientistas já detectaram cerca de 9.500 corpos celestes de vários tamanhos que passam perto da Terra, mas calculam que o número seja apenas um décimo dos que existem no espaço.

O próprio 2012 DA 14 quase passou despercebido no ano passado devido à alta velocidade com que cruzou o céu visível, segundo Jaime Nomen, um dos astrônomos que acompanhou sua passagem do observatório La Sagra, no sul da Espanha.

Mais cedo nesta sexta-feira, um meteorito inesperado caiu na cidade russa de Cheliabinsk, projetando faíscas incandescentes no céu e deixando cerca de mil feridos, um fato raríssimo que semeou o pânico nesta região dos Urais.

O fenômeno, que deixou um número sem precedentes de feridos em eventos do tipo, ocorreu no momento em que todos os serviços de astronomia aguardavam a passagem do asteroide 2012 DA14, embora vários especialistas consultados pela AFP tenham assegurado não existir vínculos entre os dois acontecimentos.

AFP AFP - Todos os direitos reservados. Está proibido todo tipo de reprodução sem autorização.