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Após 3 anos, cientistas identificam "coisa verde" no espaço

30 jun 2010
10h15
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Cientistas desenvolveram uma possível explicação para uma estranha e monstruosa concentração de gás verde brilhante no espaço entre galáxias. A "coisa" foi descoberta em 2007 pela professora escolar holandesa Hanny van Arkel quando combinava imagens do projeto Galaxy Zoo. As informações são do Discovery News .

O objeto verde foi descoberto em 2007 pela professora escolar holandesa Hanny van Arkel e intrigava os astrônomos sobre o que era e como podia emitir um brilho verde
O objeto verde foi descoberto em 2007 pela professora escolar holandesa Hanny van Arkel e intrigava os astrônomos sobre o que era e como podia emitir um brilho verde
Foto: Divulgação

O Voorwerp ("objeto", em holandês) de Hanny - como é chamado - é uma gigantesca mancha verde com um enorme buraco de 16 mil anos-luz de largura no seu centro e que fica próximo à galáxia IC 2497, a 700 milhões de anos-luz da Terra. Segundo os cientistas, o Voorwerp obviamente não é uma galáxia (já que não tem estrelas). Observações confirmaram que se trata de uma nuvem de gás.

Contudo, o que deixava os astrônomos mais curiosos era o inexplicável brilho verde que o objeto emite. De acordo com a reportagem, algumas teorias já foram propostas sobre o que é o Voorwerp, mas sem muita aceitação. Agora, cientistas do Instituto Joint, na Holanda, dizem que medições em diversos comprimentos de ondas indicam que, assim como muitas galáxias, a IC 2497 tem um buraco negro supermassivo em seu centro.

A pesquisa holandesa indica que a absorção de matéria pelo buraco negro gera um cone de radiação que está ionizando o Voorwerp de Hanny e causando o brilho verde. O astrofísico Darren Croton, da Universidade Swinburne, de Melbourne, na Austrália, afirmou à reportagem que objetos como o Voorwerp são muito raros, já que os cones de radiação dificilmente atingem uma nuvem de gás.

O astrofísico diz que o estudo holandês ainda indica que existe uma grande quantidade de gás no espaço intergaláctico, "é apenas difícil de vê-lo". "Mas, graças a esse núcleo galáctico ativo próximo (à nuvem de gás), nós podemos ver que (o gás) está ali", diz o cientista.

Redação Terra

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