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Agência Espacial Europeia descarta relação entre meteorito e asteroide

Corpo celeste caiu na Rússia no dia em que outro, de tamanho muito maior, passa próximo à Terra

15 fev 2013
14h19
atualizado às 15h24
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O meteorito que caiu nesta sexta-feira nos montes Urais, na Rússia, e que deixou pelo menos 950 feridos, não tem relação com o asteroide denominado 2012 DA14 que passará hoje a apenas 27 mil quilômetros da Terra, segundo a Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês).

O engenheiro de instalações de satélites de pesquisa da ESA, Rainer Krefken, disse à Agência EFE que "pode se descartar que o meteorito e o asteroide tenham a ver", já que sua trajetória é diferente.

"Se o meteorito tivesse a ver com o asteroide, teria apresentado outra direção de voo, teria voado do Sul para o Norte e não para o Oeste, como foi o caso", disse Krefken do centro de controle de operações da ESA na cidade alemã de Darmstadt.

Segundo o especialista, a queda do meteorito não poderia ser prevista com a técnica disponível na atualidade.

A queda de meteoritos é um fenômeno que ocorre uma vez ao ano, mas normalmente passa despercebido porque costuma ocorrer no deserto ou em outras áreas não povoadas. O fato registrado hoje na região russa de Cheliabinsk, nos montes Urais, é o acidente de maiores consequências causado por um corpo celeste na Terra nos últimos anos.

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Também foi um meteorito o responsável por uma gigantesca explosão que na manhã do dia 30 de junho de 1908 devastou uma superfície de 2.200 quilômetros e arrasou mais de 80 mil árvores perto do rio Tunguska, na Sibéria (Rússia). O chamado "evento de Tunguska" liberou uma energia 300 vezes superior à bomba nuclear de Hiroshima.

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O fenômeno de hoje aconteceu no mesmo dia previsto para que o asteroide 2012 DA14, com algo entre 45 e 95 metros de diâmetro, passe a cerca de 27.860 quilômetros da Terra, a maior aproximação registrada de um objeto cósmico de nosso planeta, embora suficientemente longe para que não tenha consequências, segundo os especialistas.

A queda de um meteorito de 10 quilômetros de diâmetro há 65,5 milhões de anos, sobre a península mexicana de Iucatã, pôs fim à era dos dinossauros e afetou quase 70% das espécies. Segundo o especialista da ESA, "isto é algo que poderia voltar a ocorrer". "É algo que poderia ser previsto, dependendo da órbita, mas para isso seria necessário muito tempo de adiantamento, pelo menos um ano. Mas quanto mais tempo melhor", segundo Krefken.

Mapa: veja em que parte da Rússia caiu o meteorito
Mapa: veja em que parte da Rússia caiu o meteorito
Foto: Arte / Terra

EFE   
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