O líder cubano Fidel Castro assegurou nesta sexta que a Cúpula da ONU sobre a Mudança Climática (COP-15), em Copenhague, é um "caos", que o governo dinamarquês reprime os protestos com "métodos fascistas" e que o presidente americano, Barack Obama, procura adiar um acordo para 2010.
Em um novo artigo divulgado pela imprensa oficial da ilha, o ex-governante cubano elogia, por outro lado, os discursos que os presidentes da Bolívia, Evo Morales, e da Venezuela, Hugo Chávez, fizeram na cúpula.
"As notícias que chegam da capital dinamarquesa refletem caos", afirmou Fidel, 83 anos, ao acrescentar que "o mundo pode contemplar os métodos fascistas empregados em Copenhague contra as pessoas".
Fidel afirmou que a ideia para a sessão final da cúpula "é que o ilustre Prêmio Nobel (Obama) possa pronunciar seu discurso pré-elaborado, precedido pela decisão que será adotada nessa reunião de transferir o acordo para o final do próximo ano na Cidade do México", sede da próxima cúpula sobre a mudança climática.
"Para os chefes do império, apesar de suas manobras e suas cínicas mentiras, está chegando a hora da verdade. Seus próprios aliados acreditam cada vez menos nele. No México, como em Copenhague e em qualquer outro país do mundo, encontrarão a resistência crescente dos povos que não perderam a esperança de sobreviver", acrescenta o líder cubano.
COP-15
A Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, de 7 a 18 de dezembro, que abrange 192 países, vai se reunir em Copenhague, na Dinamarca, para a 15ª Conferência das Partes sobre o Clima, a COP-15. O objetivo é traçar um acordo global para definir o que será feito para reduzir as emissões de gases de efeito estufa após 2012, quando termina o primeiro período de compromisso do Protocolo de Kyoto.



















