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 Muito esperado, Obama não deve apresentar novidades na COP-15
17 de dezembro de 2009 08h30 atualizado às 09h53

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Obama discursa após receber o Prêmio Nobel da Paz 2009 Foto: AP

Obama é um dos líderes mais esperados na COP-15
Foto: AP

Embora muito esperado na Conferência da ONU sobre o Clima, em Copenhague, o presidente americano, Barack Obama, não deve apresentar novidades. Segundo publica nesta quinta-feira a agência AP, conforme já declarou em Washington, Obama deve comprometer-se com a redução em 17% na emissão de gases de efeito estufa e com a contribuição com o fundo de US$ 10 bilhões para ajudar países mais pobres a lidar com a mudança climática.

Os países em desenvolvimento pediram que os Estados Unidos e a Europa façam cortes mais profundos a curto prazo - pelo menos 34% até 2020. Mas este número vai muito além do que os membros do Congresso desses países estão dispostos a aceitar.

"Nós não queremos prometer algo que não podemos", disse esta semana Todd Stern, chefe da delegação americana em Copenhague. Ele afirmou ainda que não acredita em nenhuma alteração no compromisso dos Estados Unidos.

Como a maior prioridade da política interna de Obama é a reforma da saúde, que continua sendo debatida em Washington, o presidente deve passar menos de um dia na Dinamarca. Isso pode ou não ser tempo suficiente para superar as persistentes discordâncias entre países ricos e pobres, e a presença do líder norte-americano talvez seja decisiva.

Os Estados Unidos propõem uma redução de 17% nas suas emissões de gases do efeito estufa até 2020, em comparação aos níveis de 2005. Isso representa uma redução de apenas 3% em relação aos níveis de 1990, que é o ano-base usado nas negociações. Dificilmente Obama proporá uma meta mais ambiciosa, como querem muitos países. A atual cifra se baseia em um projeto aprovado na Câmara, mas que ainda não passou no Senado.

Mesmo assim, o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, disse que Obama pretende ajudar a superar o impasse em torno de questões relativas à desaceleração das emissões nos países em desenvolvimento e ao financiamento para que os países mais pobres enfrentem a mudança climática. "Acho que a ida a Copenhague de líderes representando os países em desenvolvimento e desenvolvidos de todo o mundo cria... uma oportunidade para que algumas dessas questões sejam resolvidas e que um progresso aconteça", disse Gibbs na quarta-feira.

De acordo com ele, Obama "está esperançoso de que sua presença possa contribuir com isso, e esperançoso de que, novamente, deixemos Copenhague com um forte acordo operacional, enquanto trabalhamos por algo ainda mais forte no futuro." Por causa do impasse, a expectativa na conferência de Copenhague é por um acordo político, deixando para 2010 um tratado juridicamente vinculante.

COP-15
A Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, de 7 a 18 de dezembro, que abrange 192 países, vai se reunir em Copenhague, na Dinamarca, para a 15ª Conferência das Partes sobre o Clima, a COP-15. O objetivo é traçar um acordo global para definir o que será feito para reduzir as emissões de gases de efeito estufa após 2012, quando termina o primeiro período de compromisso do Protocolo de Kyoto.

Redação Terra