Delegados assistem ao discurso de Barack Obama, ao receber, em Oslo, o Prêmio Nobel da Paz
Foto: AFP Latam
A coalizão dos países em desenvolvimento pediu nesta quinta-feira aos Estados Unidos que se juntem ao Protocolo de Kyoto, por ocasião da entrega do Prêmio Nobel da Paz ao presidente americano Barack Obama.
"Pedimos ao presidente Obama e aos EUA que se juntem ao Protocolo de Kyoto por um acordo climático justo e igualitário. A paz e a segurança mundiais não podem ser garantidas se os Estados Unidos não participarem da eliminação desta grave ameaça para a humanidade" que representa a mudança climática, declarou o delegado sudanês Lumumba Stanislas Dia-Ping, cujo país preside o G77 mais a China (130 países em desenvolvimento).
"Os Estados Unidos são historicamente os principais emissores de gases do efeito estufa por habitante (...) e a redução de suas emissões de 4% não ajudará a salvar o mundo", disse.
Os Estados Unidos anunciaram um compromisso de redução de 17% em 2020 em relação a 2005, ou seja, 4% comparado a 1990, ano de referência do Protocolo de Kyoto.
Ao chegar a Copenhague quarta-feira, o enviado americano para o Clima Todd Stern rejeitou categoricamente recusado a ideia de aderir a este tratado. "Não vamos fazer parte do Protocolo de Kyoto (...) nem de nada parecido", disse.
Dia-Ping destacou que Obama está repensando os compromissos do G8 de limitar o aquecimento a 2°C extras. "Dois graus a mais, isso é a morte garantida para a África", disse.
COP-15
A Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, de 7 a 18 de dezembro, que abrange 192 países, vai se reunir em Copenhague, na Dinamarca, para a 15ª Conferência das Partes sobre o Clima, a COP-15. O objetivo é traçar um acordo global para definir o que será feito para reduzir as emissões de gases de efeito estufa após 2012, quando termina o primeiro período de compromisso do Protocolo de Kyoto.

- AFP - Todos os direitos de reprodução e representação reservados. Clique aqui para limitações e restrições ao uso.









