Bilionário americano propôs plano para que as nações ricas utilizem US$ 100 bi das reservas cambiais recebidas do FMI para desenvolver projetos contra aquecimento
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O bilionário americano George Soros propôs nesta quinta-feira um plano para que as nações mais ricas utilizem US$ 100 bilhões das reservas cambiais recebidas do Fundo Monetário Internacional (FMI) para desenvolver projetos de redução de emissões de CO2 nos países pobres. Soros participou do quarto dia de atividades da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, que ocorre em Copenhague, na Dinamarca.
O dinheiro, oferecido por 25 anos, ajudaria no desenvolvimento de projetos de silvicultura, agricultura e uso da terra - áreas que "oferecem o maior potencial para reduzir as emissões de carbono", segundo Soros. "Os governos dos países desenvolvidos estão trabalhando sob o equívoco de que o financiamento deva vir dos orçamentos nacionais, mas não é o caso", disse. Ele afirmou que "não haverá objeções em usar o dinheiro que estava destinado à reserva para o financiamento.
O empresário havia se comprometido em outubro a investir US$ 1 bilhão em tecnologia de energia limpa. Soros também lembrou a importância do investimento para salvar as florestas e utilizar o solo de modo a evitar as emissões de CO2, que tem sido apoiado por funcionários da ONU por mais de uma década. As árvores são as principais responsáveis por absorver o dióxido de carbônico, principal causador do efeito estufa que provoca as alterações climáticas.
"Finalmente, alguém mostra ideias inovadoras necessárias para que este acordo faça sentido. A proposta de Soros reflete a ambição e urgência corretas que necessitamos dos próprios países ricos", disse a ONG Oxfam Internacional, em comunicado.
Esses projetos para atenuar os efeitos da mudança climática poderiam gerar juros sobre os US$ 100 bilhões que seriam atribuídos na próxima década, e as reservas de ouro do FMI serviriam de garantia para o capital e os juros.
Embora Soros preveja obstáculos, como a oposição do Congresso americano, a Oxfam comemorou a ideia e lembrou que o que foi escutado até agora dos países ricos "são vagos e evasivos sussurros", mas não há nem um centavo sobre a mesa para ajudar as nações pobres na questão da mudança climática.
COP-15
A Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, de 7 a 18 de dezembro, que abrange 192 países, vai se reunir em Copenhague, na Dinamarca, para a 15ª Conferência das Partes sobre o Clima, a COP-15. O objetivo é traçar um acordo global para definir o que será feito para reduzir as emissões de gases de efeito estufa após 2012, quando termina o primeiro período de compromisso do Protocolo de Kyoto.









