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 Estudo: oferta de emergentes sobre clima é mais ambiciosa
09 de dezembro de 2009 14h04 atualizado às 15h40

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Delegado circula pelo local do evento, que se estende até o dia 18 Foto: AFP

Delegado circula pelo local do evento, que se estende até o dia 18
Foto: AFP

As ofertas de corte de emissões de dióxido de carbono (CO2) apresentadas até agora pelos países em desenvolvimento são mais ambiciosas que as das nações industrializadas, segundo um estudo divulgado nesta quarta-feira pelo grupo dos Verdes no Parlamento Europeu.

"As economias emergentes fazem muito mais que os países industrializados, embora estes sejam os que têm a responsabilidade pelas emissões", apontou na apresentação do relatório, o deputado Bas Eickhout, do grupo dos Verdes. Segundo Eickhout, o compromisso de países como Brasil, de limitar o crescimento de suas emissões de gases de efeito estufa entre 36,1% e 38,9% até 2020, é "muito melhor" e está "mais em linha" com o objetivo de Copenhague.

O estudo, elaborado pela empresa de consultoria Ecofys, destaca que, embora tanto países industrializados quanto os em desenvolvimento tenham que elevar seus compromissos se quiserem evitar que a temperatura do planeta suba mais que 2ºC, são os segundos os que estão mais perto de alcançar os objetivos do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês).

O IPCC estima que, até 2020, os países em desenvolvimento deveriam limitar o crescimento de suas emissões entre 15% e 30%, enquanto os desenvolvidos deveriam reduzir seu nível de CO2 entre 25% e 40%, em comparação com os níveis de 1990.

Ainda segundo o estudo do grupo dos Verdes, a União Europeia (UE) deixou de liderar a luta contra o aquecimento global, já que sua oferta de redução unilateral de 20%, que poderá ser ampliada para 30% se outros países fizerem esforços comparáveis, é equivalente à proposta de redução de 25 % do Japão. "É preciso chegar a 30% incondicionalmente", disse Eickhout, para quem um corte de 20% "é pouco".

EFE
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