Greenpeace aproveita semana da COP-15 para chamar atenção com protestos
Foto: Reuters
O movimento ambientalista Greenpeace denunciou a suspensão nesta quarta da sessão plenária da cúpula da ONU sobre mudança climática (COP-15), por considerar que põe em perigo um acordo vinculativo que proteja os países mais ameaçados pelo aquecimento global.
O responsável da política climática internacional do Greenpeace, Martin Kaiser, disse que, para "os países mais vulneráveis do mundo, como (a ilha de) Tuvalu, esta é uma questão de sobrevivência".
"Só um acordo legalmente vinculativo pode dar a estes países a confiança de que seu futuro estará garantido", afirmou Kaiser.
O membro do Greenpeace destacou o silêncio de hoje das nações ricas nos debates na sessão plenária, e considerou que a China e a Índia, ao evitar falar dos aspectos legais, estão dificultando que os Estados Unidos se comprometam a assinar um tratado vinculativo.
Segundo Kaiser, "outros países industrializados, como Alemanha, França, Reino Unido e Japão, devem dar agora seu apoio para conseguir um resultado legalmente vinculativo".
A presidente da conferência, Connie Hedegaard, determinou hoje - terceiro dia da cúpula, na qual se busca um acordo para reduzir os gases do efeito estufa a partir de 2012 - um recesso para o almoço, diante do desacordo reinante, para retomar as negociações à tarde.
COP-15
A Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, de 7 a 18 de dezembro, que abrange 192 países, vai se reunir em Copenhague, na Dinamarca, para a 15ª Conferência das Partes sobre o Clima, a COP-15. O objetivo é traçar um acordo global para definir o que será feito para reduzir as emissões de gases de efeito estufa após 2012, quando termina o primeiro período de compromisso do Protocolo de Kyoto.










