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Começam pesquisas em antimatéria que podem desvendar origem do Universo

28 set 2011
19h45
atualizado às 20h05

O Centro Europeu de Pesquisa Nuclear (CERN, na sigla em inglês) informou nesta quarta-feira que deu início ao ELENA, projeto que prevê a produção de antiprótons a partir do ano de 2016, o que ajudará no estudo da antimatéria. Este projeto, aprovado no mês passado, será realizado por cientistas da Alemanha, Canadá, Dinamarca, Estados Unidos, França, Japão, Reino Unido e Suécia, sob a coordenação do CERN.

Foto de Michael Sidonio batizada de "Dragões de Ara Lutando"
Foto de Michael Sidonio batizada de "Dragões de Ara Lutando"
Foto: BBC Brasil

O diretor do projeto, Stéphan Maury, explicou em comunicado que o ELENA "é uma instalação dirigida a produzir antiprótons com os menores níveis de energia já alcançados".

O anel desacelerador do ELENA ficará no mesmo local que abriga o Desacelerador Antiprótons (AD). O mecanismo do novo projeto permite que os prótons com carga negativa alcancem um quinto da energia gerado pelo AD. Isto permitirá uma melhora na produção dos antiprótons de 0,01% a 10%.

Desde que foram descobertos, em 1955, os antiprótons se tornaram uma grande ferramenta de pesquisa e foram importantes na descoberta, das partículas W e Z, responsáveis pelas interações nucleares fracas, uma das quatro fundamentais na natureza. Além disso, no CERN também foram criados os primeiros átomos de anti-hidrogênio.

Walter Oelert, pesquisador pioneiro no estudo da antimatéria no CERN, disse que o ELENA é um grande passo no estudo dessa disciplina, que entre outras coisas, pode esclarecer o processo de criação do Universo. O desenvolvimento desses experimentos é de extrema importância e permite inclusive estudos sobre o tratamento do câncer. A construção do ELENA está prevista para começar em 2013.

EFE   
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