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Nova York se prepara para grande marcha contra mudanças climáticas

21 set 2014
12h42

Ativistas de todo o mundo, celebridades e líderes políticos se mobilizam neste domingo em Nova York em uma grande marcha contra as mudanças climáticas que tenta entrar para a história, com um número recorde de participantes, às vésperas de uma cúpula da ONU sobre o tema.

"Esta marcha marca uma pauta histórica. Para nós, serve para que os governantes entendam que há um povo afetado, organizado e mobilizado em nível mundial. Eles têm que nos ouvir!", disse à AFP Juan Pedro Chang, um peruano de 57 anos que chegou de Paramonga, 220 km ao norte de Lima.

As 1.572 organizações de todo tipo que convocaram a passeata em Nova York esperam mais de 100.000 pessoas. No total, 2.700 eventos estão previstos em 162 países, entre eles mobilizações simultâneas organizadas em Londres, Paris, Berlim, Rio de Janeiro, Melbourne, Istambul e Bogotá.

O protesto acontece dois dias antes da cúpula do clima em Nova York convocada pelo secretário-geral das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-Moon, que terá a participação de mais de 120 chefes de Estado.

O ator Leonardo di Caprio, o ex-vice-presidente americano Al Gore, Ban Ki-moon e o prefeito de Nova York confirmaram presença no protesto em Manhattan. Com a ajuda dessas presenças de peso, a mobilização não deve decepcionar, apesar do céu nublado e da ameaça de chuva.

Com as fachas "Marcha do Clima do Povo" e "Linha de frente da crise e Vanguarda da mudança" à frente, a manifestação começa no Central Park e deve terminar durante a tarde perto do rio Hudson, no oeste de Manhattan.

"Participo da marcha porque quero construir um futuro mais luminoso para minha família", disse Stanley Sturgill, um mineiro aposentado de 69 anos, vindo do Kentucky (centro dos Estados Unidos), que sofre com problemas pulmonares depois de ter passado mais de 40 anos trabalhando na exploração de carvão.

"Acabamos com nossa água, com nossa saúde, e nossa economia está em queda. As mudanças climáticas são algo real. E sei que não precisamos acabar com o nosso planeta e que podemos mudar as coisas", ressaltou Sturgill, um dos oradores na entrevista coletiva à imprensa antes da mobilização.

AFP Todos os direitos de reprodução e representação reservados. 
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