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Greenpeace classifica resultado da COP-17 como fracasso

11 dez 2011
13h36
atualizado às 14h06
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A ONG internacional Greenpeace criticou duramente a Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP-17) - realizada nas últimas duas semanas em Durban -, descreveu-a como uma "fracasso" e afirmou que os governos participantes "deveriam se sentir envergonhados". "As negociações de Durban acabaram da mesma forma como começaram: em fracasso", diz um comunicado divulgado no site da entidade. "Os governos preferiram ouvir os poluidores ao povo".

Centenas de crianças formam uma cabeça de leão em uma praia em Durban para chamar a atenção para a questão ambiental
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Foto: EFE

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O Greenpeace acusa os líderes que participaram da Conferência de terem fracassado no reforço de medidas anteriores de proteção do clima e se manterem "à margem de novas normas globais para lutar contra a mudança climática". "Nos perguntamos como (os líderes) poderão continuar olhando nos olhos de seus filhos e netos quando voltarem para casa", ressalta a organização.

O Greenpeace lembra ainda que, na conferência de dois anos atrás, realizada em Copenhague, os políticos prometeram um fundo de US$ 100 bilhões para ajudar os países mais pobres a enfrentar a mudança climática, mas critica a falta de ação sobre a proposta. "Vieram a Durban dois anos depois apenas planejando desenhar uma maneira para recolher e distribuir o dinheiro. E acaba que nem sequer conseguiram fazer isso", acrescenta a nota.

Apesar do pacto obtido na COP-17 para prorrogar o Protocolo de Kyoto - único acordo de caráter legalmente vinculante contra a mudança climática -, o Greenpeace alega que houve poucos avanços na cúpula. A organização menciona Estados Unidos, União Europeia, China e Índia como obstáculos para um acordo com nações menos desenvolvidas. "Nos decepcionaram e seu fracasso será medido com a vida dos pobres, os mais vulneráveis e menos responsáveis pela crise da mudança climática".

EFE   

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