Ciência

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13 de fevereiro de 2013 • 06h40 • atualizado às 06h44

Cientistas desenvolvem software que reconstrói línguas extintas

Cientistas americanos desenvolveram um novo software capaz de reconstruir as chamadas línguas extintas, a partir de qual os idiomas atuais se originaram. Atualmente, as reconstruções de línguas mortas são feitas por linguistas, em um processo lento e trabalhoso.

"Para um ser humano, analisar toda essa informação é algo que consome muito tempo. Há milhares de línguas, com milhares de palavras. Isso sem mencionar os idiomas que deram origem a elas", disse Dan Klein, professor da Universidade da Califórnia em Berkeley, e um dos coordenadores do estudo.

"Seriam preciso centenas anos para analisar a fundo todas essas línguas, para cruzar referências de todas as mudanças que ocorreram. Então, é aí que o computador mostra seu brilho."

Mudanças sonoras
Segundo os estudiosos, com o passar dos anos, pequenas variações na maneira como o som é reproduzido fizeram com que o as línguas primitivas dessem origens a várias outras.

"Essas mudanças sonoras costumam ser quase sempre regulares, com alterações de palavras ocorrendo de maneira similar. Assim, há padrões que um humano ou um computador podem se basear."

"O desafio é identificar esses padrões de mudança e então 'revertê-los', proporcionando uma evolução das palavras ao levá-las de volta no tempo"

Para desenvolver o programa, os pesquisadores usaram 637 línguas faladas atualmente na Ásia e no Pacífico e, assim, recriaram a língua a partir de qual elas nasceram.

A partir de uma base de 142 mil palavras, o programa conseguiu recriar essa língua primitiva, que segundo eles estimam, era falada há cerca de 7 mil anos.

Precisão
No entanto, mesmo o método digital sendo bem mais rápido, os cientistas disseram que ele não substitui o trabalho dos estudiosos. Isso porque o software pode analisar rapidamente uma grande quantidade de dados, mas ele não oferece o mesmo grau de precisão de um linguista.

"Nosso sistema não explica o porquê ou como algumas mudanças aconteceram, apenas que elas provavelmente aconteceram", afirma Klein.

Enquanto pesquisadores conseguem reconstruir línguas que datam de milhares de anos, ainda restam dúvidas sobre se seria possível ir além e recriar a primeira língua, de onde todas as outras se originaram.

 

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