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Cientistas anunciam colisão de partículas similar ao Big Bang

LHC promove as primeiras colisões de partículas

30 mar 2010 08h51
| atualizado às 10h00
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Cientistas responsáveis pelo maior colisor de partículas do mundo (o LHC) informaram nesta terça-feira que conseguiram desencadear choques de prótons geradores de uma energia recorde, com o objetivo de recriar condições similares às do Big Bang, a grande explosão que deu origem ao universo.

Os aplausos foram intensos nas salas de controle quando os detectores do Grande Colisor de Hadrons (LHC) marcaram o choque de partículas
Os aplausos foram intensos nas salas de controle quando os detectores do Grande Colisor de Hadrons (LHC) marcaram o choque de partículas
Foto: AFP

"Isto é física em ação, o início de uma nova era, com colisões de 7 TeV (tera eletron volts)", disse Paola Catapano, cientista e porta-voz do Centro Europeu de Pesquisa Nuclear (Cern), de Genebra, ao anunciar o experimento.

Os aplausos foram intensos nas salas de controle quando os detectores do Grande Colisor de Hadrons (LHC) marcaram o choque de partículas subatômicas a uma velocidade próxima à da luz.

O maior experimento científico do mundo consiste em colidir partículas no nível mais alto de energia já tentado, recriando as condições presentes no momento do Big Bang, que teria marcado o nascimento do universo, 13,7 bilhões de anos atrás.

O Grande Colisor de Hádrons (LHC), situado em um túnel subterrâneo circular de 27 quilômetros de extensão sob a fronteiro franco-suíça, começou a circular partículas em novembro passado, depois de ser fechado em setembro de 2008 por causa de superaquecimento.

Uma vez estabelecidas as colisões em alta velocidade, o plano é continuar operando continuamente por 18 a 24 meses, com uma curta pausa técnica no final de 2010, disse o CERN.

De acordo com representantes do conselho, é possível que seja detectada matéria escura, que os cientistas acreditam que compõe 25% do universo mas cuja existência nunca foi comprovada.

Astrônomos e físicos dizem que apenas 5% do universo é conhecido hoje e que o restante invisível consiste de matéria escura e energia escura, que compõem respectivamente 25% e 70% do universo.

"Se conseguirmos detectar e entender a matéria escura, nosso conhecimento vai se ampliar para abranger 30% do universo, o que seria um avanço enorme", disse Heuer em coletiva de imprensa no início do mês.

Com agências internacionais

Fonte: Redação Terra
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