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Brasil no Espaço
Domingo, 23 de abril de 2006, 12h37  Atualizada às 21h21
Sementes de arbusto germinaram mais rápido no espaço
 
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A sementes de gonçalo-alves, um arbusto do cerrado, germinaram mais rápido no espaço do que as que brotaram aqui na Terra. A conclusão é da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), após receber o material levado para o espaço pelo astronauta brasileiro Marcos Pontes.

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Entretanto, a experiência não terminou, segundo a pesquisadora Antonieta Salomão. Ainda é preciso verificar muitas outras possíveis mudanças nos brotos, além da rapidez da germinação, porque o objetivo é descobrir formas mais eficientes de conservar as plantas tropicais.

Nessa experiência, na verdade, está em estudo todo um conjunto de plantas, que são as espécies tropicais, representados pelo gonçalo-alves. A Embrapa espera poder trabalhar novamente com experimentos no espaço. Um desses experimentos é a tentativa de produzir substâncias úteis dentro de células de animais e de plantas.

Outra experiência que ainda está sendo feita é a do pé-de-feijão, criada por alunos de primeiro grau de São José dos Campos (SP). A coordenadora dos experimentos, Elisa Saeta, disse que os meninos plantaram as sementes que brotaram no espaço.

Também plantaram sementes que tinham brotado aqui na Terra, enquanto o astronauta Marcos César Pontes estava em órbita. Elisa acha que daqui a duas semanas já vai dar para comparar os dois feijões. Na capital paulista, o pesquisador Alessandro La Neve, da Faculdade de Engenharia Industrial, também está entrando na etapa da comparação. La Neve estuda as reações de algumas substâncias muito importantes para o organismo, chamadas enzimas.

Marcos Pontes trouxe os dados e agora o pesquisador vai refazer as reações em laboratório. Depois, vai comparar os dois resultados. La Neve disse acreditar que a experiência estará concluída daqui a um mês.
 

Agência Brasil