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Brasil no Espaço
Quarta, 12 de abril de 2006, 22h00 
Experimentos de Pontes chegam a escolas em SP
 
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A Secretaria Municipal de Educação de São José dos Campos (SP) e o Centro Universitário da Faculdade de Engenharia Industrial (FEI) de São Paulo receberam hoje (12) as experiências realizados pelo astronauta Marcos César Pontes na Estação Espacial Internacional (ISS, sigla em inglês).

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Os estudos nas escolas do município paulista englobaram material biológico (sementes) e cromatografia. Este último se refere a experimentos com clorofila em folhas de couve, mas ainda não foi enviado o cartão de memória com todas as fotos. Cerca de 16 mil alunos, no decorrer de toda a viagem de Pontes, repetiam na escola o que ele fazia no espaço. "Foram usadas sementes de feijão preto para levar um pouquinho do Brasil para lá", comentou a aluna Anna Elisa Borges, da 7ª série.

Na tarde de hoje, foram analisadas as sementes que os próprios alunos deixaram germinar, para depois plantarem as levadas para germinação no espaço e fazerem a comparação. A experiência da clorofila, segundo o professor de geografia Márcio Catalani, coordenador dos experimentos da Missão Centenário pela Secretaria Municipal de Educação, foi feita pela primeira vez em um ambiente de microgravidade. Já a germinação de sementes aconteceu outras vezes: dessa vez, apenas confirmou que é possível a produção de alimentos naquele ambiente.

"Colocar o aluno em contato com a tecnologia espacial e incentivar pesquisadores foi mais do que um objetivo científico. Nunca se percebeu uma euforia tão grande em relação a pesquisas sobre determinado assunto como esse nas nossas escolas, então esse é o nosso maior ganho", enfatizou o professor.

O Centro Universitário da FEI também recebeu hoje o projeto MEK, sobre reações enzimáticas em ambiente de microgravidade. A experiência, de acordo com o professor Alessandro La Neve, da faculdade, foi feita em três tipos de enzimas, cada um deles colocado em cinco concentrações com reagentes, totalizando 15 experimentos.

"A expectativa é que se possa no futuro implementar biorreatores enzimáticos bem mais eficientes e econômicos. Eles são muito utilizados na indústria alimentícia, de química fina, farmacêutica, de cosméticos, entre outras", disse La Neve. Ele acrescentou que "será um passo muito importante para a ciência a identificação dos fatores que conseguem influenciar a reação enzimática".
 

Agência Brasil