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Os professores e estudantes de São José dos Campos (SP) que conduziram os experimentos científicos com sementes de feijão e clorofila recebem nesta quarta-feira (12) os grãos que o astronauta Marcos Pontes cultivou na Estação Espacial Internacional (ISS), segundo informou a Agência Espacial Brasileira (AEB).
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De acordo com a professora Elisa Saeta, uma das coordenadoras do estudo, os alunos aguardam o momento com expectativa. "Eles acompanharam dia a dia o crescimento das sementes pela internet e estão ansiosos e emocionados para receber um material que esteve nas mãos do astronauta", declarou.
O evento acontecerá às 9h no auditório do Centro de Educação Empreendedora (Cedemp) de São José dos Campos. Os feijões serão entregues pelo técnico da Missão Centenário Flávio Corrêa à secretária de Educação Maria América Teixeira.
De acordo com Elisa, a primeiro passo para a continuidade da pesquisa será reunir os estudantes diretamente envolvidos com a experiência para analisar detalhadamente cada grão. Entre os parâmetros que serão observados estão o crescimento e a direção da raiz.
Os dados serão comparados com os que foram anotados pelos estudantes em relatórios idênticos aos utilizados por Pontes. "Os alunos ficavam o tempo inteiro perguntando: nós estamos fazendo igualzinho ao astronauta?", revela a professora Ana Lúcia Faria, que participou da iniciativa, sobre o fato de os estudantes quase não acreditarem na oportunidade de realizar o experimento ao mesmo tempo em que o astronauta. Depois dessa análise, as sementes serão plantadas e observadas por duas semanas.
Em São José dos Campos (SP), cidade da qual fazem parte os estudantes e professores que conduzem os experimentos escolares, o clima é de motivação em dar continuidade ao interesse por ciência e tecnologia que surgiu com mais força nos dias em que o astronauta realizou os estudos.
Em um encontro ocorrido na cidade na semana passada, os professores envolvidos com a Missão Centenário debateram estratégias de ação. "Vamos dar continuidade a outros projetos par que a empolgação não termine coma volta do astronauta para o planeta", afirmou a professora da rede municipal de ensino Ana Lúcia Faria.
Segundo a docente, o interesse nas atividades espaciais foi tão amplo que até professores fora da área de ciência se envolveram em temas espaciais. "A professora da sala de leitura, por exemplo, está trabalhando livros de Santos Dumont". Ela revelou ainda que o colégio Maria de Melo, onde leciona, nomeou as salas nomes de cunho espacial ("Meteoro", "Eclipse") e tem exibido filmes para os alunos sobre o tema.
A aluna da sétima série Tânia Reis, de 13 anos, confirma: "essa atividade está ajudando a unir a escola porque todos estão muito envolvidos, desde os funcionários aos alunos e diretores". De acordo com a estudante, os servidores do colégio questionam não só os professores, mas também os próprios alunos sobre assuntos científicos sobre a viagem do astronauta.
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