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A nave Soyuz TMA-8, na qual viajará à Estação Espacial Internacional (ISS) o primeiro astronauta brasileiro da história, Marcos Pontes, foi instalada hoje em sua rampa de lançamento, informou a agência espacial russa Roscosmos. O lançamento ocorre na quarta-feira, às 23h29 no horário de Brasília.
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Apoiada em um foguete propulsor Soyuz-FG de 50 metros de comprimento e 300 toneladas, a Soyuz TMA-8 foi transportada sobre vagões em posição horizontal até a rampa no centro de lançamento de Baikonur, na república do Cazaquistão, Ásia Central, disse um porta-voz da Roscomos à agência Itar-Tass. As duas locomotivas nos extremos do comboio demoraram cerca de duas horas para percorrer os quase 2 km de distância entre o hangar e a plataforma de lançamento do centro espacial. Seguindo a tradição, convidados, jornalistas e militares depositaram moedas que, esmagadas durante a passagem do comboio, se transformam agora em talismãs da viagem. "O Soyuz FG e a Soyuz TMA-8 estão prontos para o lançamento", afirmou a fonte. A missão fundamental da Soyuz TMA-8 é transportar à ISS a 13ª expedição espacial, a ISS-13, integrada pelo russo Pável Vinográdov e o americano Jeffrey Williams, que substituirão seus respectivos compatriotas Valeri Tokarev e William McArthur, da ISS-12, que estão na estação internacional desde outubro passado.
Primeiro vôo brasileiro
No entanto, as atenções da missão estão voltadas para o terceiro tripulante, o tenente-coronel Marcos Pontes, que se transformará no primeiro astronauta da história do Brasil. Durante sua permanência no espaço, Pontes, 42 anos, desenvolverá a missão "Centenário", que inclui um programa de experimentos científicos e técnicos e observações do território de seu país com instrumentos a bordo da nave espacial. "O vôo do primeiro avião no Brasil ocorreu em 1906, e agora, passado um século, ocorrerá o primeiro vôo de um brasileiro ao espaço", explicou recentemente Pontes à imprensa. Vinográdov e Williams ficarão na ISS ao menos por seis meses, e Pontes voltará à Terra em companhia de Tokarev e McArthur após oito dias. Os cosmonautas Vinogradov e Williams expressaram sua satisfação por participar de um vôo histórico para o Brasil e, assim como Pontes, minimizaram a importância da relação do vôo com a mística do número 13, que caracteriza a expedição à ISS. "Na verdade, eu faço parte da tripulação 'doze e meio', porque viajarei com a 'ISS-13' e retornarei com a 'ISS-12'", brincou Pontes.
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