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Brasil no Espaço
Pontes conduzirá experimentos microgravitacionais
 
Divulgação
Os tripulantes da Expedição 13: o brasileiro Marcos Pontes, o cosmonauta Pavel Vinogradov e o astronauta Jeffrey Williams
Os tripulantes da Expedição 13: o brasileiro Marcos Pontes, o cosmonauta Pavel Vinogradov e o astronauta Jeffrey Williams
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No dia 30 de março, a nave russa Soyuz TMA-8 parte do Cazaquistão com o brasileiro Marcos Pontes, o cosmonauta Pavel Vinogradov e o astronauta Jeffrey Williams rumo à Estação Espacial Internacional (ISS). A Expedição 13 tem duas funções bem definidas: Pontes conduzirá testes com microgravidade, e Vinogradov e Williams vão implementar novas tecnologias para facilitar recepções mais corriqueiras dos ônibus espaciais.

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Por trás dos dois objetivos existe um outro ainda mais importante: devolver a ordem normal à ISS, abalada desde a explosão da nave Columbia, em 2003. Foi exatamente assim que a RosKosmos, a agência espacial russa, apresentou a missão à imprensa no começo do ano. Dos três tripulantes da Soyuz, Pontes é o mais inexperiente, e realiza seu primeiro vôo.

A estadia de Pontes na ISS não será muito longa. Ele retorna à Terra após oito dias, junto da tripulação da Expedição 12, o norte-americano Bill McArthur e o cosmonauta Valery Tokarev.

O que é microgravidade?
Quando em órbita, os ônibus espaciais continuam sob o efeito da gravidade terrestre. No Espaço, a aceleração é apenas 10% menor que a gravidade na superfície da Terra, que é de aproximadamente 9,8 m/s². Para permanecer em órbita, a nave é mantida constantemente em uma velocidade que a deixa simplesmente dando voltas em torno do globo terrestre.

Especialistas explicam que a sensação de falta de gravidade, quando se está em órbita, é apenas aparente, e causada por uma queda livre constante tanto dos astronautas quanto da nave. É essa situação que recebe o nome de microgravidade.

A missão brasileira
A missão específica de Marcos Pontes será mais curta que a dos colegas. Ele vai conduzir experimentos para o programa de microgravidade da Agência Espacial Brasileira (AEB). Para a agência, a utilização de ambientes de microgravidade é uma das aplicações espaciais mais promissoras.

A realização de experimentos em ambientes de microgravidade deve abrir novas possibilidades na realização de projetos de pesquisa e desenvolvimento nas mais diversas áreas e especialidades, tais como biologia, biotecnologia, medicina, materiais, combustão e fármacos.

Ao todo foram selecionados nove experimentos pela AEB, todos desenvolvidos por universidades e centros de pesquisa brasileiros. Em fevereiro, a agência russa vetou um dos projetos por entender que ele não obedecia a todos os procedimentos de segurança da RosKosmos.


 

Redação Terra