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O tenente-coronel Marcos Cesar Pontes, o primeiro astronauta brasileiro, afirmou na quarta-feira, que, apesar de ter passado para a reserva da Aeronáutica na semana passada, não abandonou o programa espacial. "Na verdade, esse foi um processo necessário, realizado em concordância com o FAB (Força Aérea Brasileira) após longo aconselhamento com o Comandante da Aeronáutica e conversa com o Presidente da AEB", disse Pontes em nota divulgada em seu site.
Pontes diz ainda que as atividades necessárias para o seu preparo técnico e relacionamento internacional continuam, apesar de não existirem mais as suas atividades de astronauta.
"A missão Centenário foi cumprida e concluída com todo o sucesso, justificando cada centavo investido pelo País na sua realização segundo a necessidade da administração que a comandou e gerenciou", afirma.
A reserva, como definiu o astronauta, é uma "nova fase em sua vida". Pontes afirmou que pensa agora em trabalhar para favorecer as áreas de ciência e tecnologia, com a participação da indústria nacional. "A Força Aérea estará sempre junta nesse processo, até porque também participa e é um dos grandes propulsores de toda a tecnologia espacial no País".
O tenente-coronel se tornou o primeiro brasileiro a ir ao espaço após o lançamento da nave russa Soyuz no dia 29 de março rumo à Estação Espacial Internacional (ISS). A bordo da estação, o brasileiro realizou oito experimentos científicos, um deles sobre a germinação de sementes de feijão, proposto por crianças de escolas de São José dos Campos.
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