0

Brasil, China, Índia e África do Sul cobram recursos para questão climática

28 jun 2015
19h35
  • separator
  • comentários

Brasil, China, Índia e África do Sul ressaltaram neste domingo que o próximo acordo global contra a mudança climática deve incluir mais recursos dos países desenvolvidos para financiar ações nos países em desenvolvimento.

Em encontro realizado em Nova York, os quatro países que formam o chamado grupo BASIC defenderam a necessidade de as economias mais ricas oferecerem "apoio público novo, adicional, previsível, adequado e sustentado" dentro do acordo que tentarão aprovar em Paris no fim do ano.

A declaração foi feita em parceria entre a ministra do Meio Ambiente do Brasil, Izabella Teixeira; a sul-africana, Edna Molewa; o representante especial para Mudança Climática da China, Xie Zhenhua; e o secretário adjunto do Meio Ambiente indiano, Ravi Prasad.

Os representantes dos países se mostraram "decepcionados" com a falta de uma fórmula clara para que os países mais ricos proporcionem US$ 100 bilhões antes de 2020, como está previsto, e pediram que cumpram com seus compromissos.

Molewa, em entrevista coletiva, destacou a importância da materialização desses recursos e lembrou as grandes quantias que são necessárias para avançar nas medidas de adaptação à mudança climática.

Izabella Teixeira insistiu na necessidade de diferenciar os esforços que devem ser feitos pelos países desenvolvidos e os que estão em via de desenvolvimento e garantir que os segundos possam unir a luta contra o aquecimento global com a eliminação da pobreza e a desigualdade.

A ministra brasileira defendeu um enfoque "pragmático" e considerou que atualmente há um forte estímulo político para que a cúpula de Paris seja um sucesso.

"Queremos um acordo robusto e justo. Não se pode adiar a resposta", disse Teixeira, que destacou os progressos feitos pelo Brasil.

O encontro aconteceu na véspera da reunião que será realizada na sede das Nações Unidas para tentar dar um novo impulso à luta contra a mudança climática.

EFE   

compartilhe

comente

  • comentários
publicidade