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Bolívia: brechas viabilizam aumento de emissões dos países

10 jun 2010
17h52

As metas de redução das emissões de gases causadores de efeito estufa dos países industrializados podem permitir um aumento de até 8% em relação aos níveis de 1990, segundo dados apresentados pelo governo da Bolívia durante a reunião sobre mudanças climáticas realizada em Bonn, na Alemanha. As informações são da enviada especial do jornal O Estado de S. Paulo, Afra Balazina.

De acordo com o embaixador boliviano, Pablo Solon, se alguns "buracos" não forem fechados, a possibilidade de haver um aumento de 4% a 8% nas emissões em relação a 1990 é grande. A Organização das Nações Unidas (ONU) estima que as metas propostas até agora podem levar a uma redução de 10% a 14% até 2017. O Painel Intergovernamental do Clima da ONU (IPCC, na sigla em inglês) projeta que, para evitar o aumento perigoso da temperatura da Terra, superior a 2ºC, é preciso cortar as emissões entre 25% e 40% até 2020.

"Buracos"

Entre os exemplos de "buracos" citados por Solon está a possibilidade de países como Rússia e Ucrânia venderem créditos de carbono para outros países emitirem, o chamado hot air. Ele argumenta que com a queda da União Soviética, a crise econômica fez com as emissões caíssem muito mais do que a meta prevista para eles no Protocolo de Kyoto, gerando excedentes.

O representante do governo boliviano também receia que os países ricos articulem a seguinte manobra: afirmar que possuem área de floresta maior do que a real, o que possibilitaria emitir mais, em razão da absorção de dióxido de carbono em maior proporção feita pelas árvores.

Fonte: EcoDesenvolvimento
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