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Autocirurgia: brasileiro que operou a si mesmo pegou equipe de surpresa

1 mai 2013
10h36
atualizado às 15h12
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O cirurgião plástico Luiz Américo de Freitas Sobrinho, 66 anos, de Jundiaí (SP), diz que durante muito tempo quis fazer uma cirurgia em si mesmo. A chance surgiu e, sob o olhar de outros cirurgiões e com o auxílio de sua equipe, Freitas Sobrinho deu uma melhorada no visual - e realizou o sonho. O vídeo da cirurgia, que ocorreu em 2012, acabou no Youtube.

Médico faz autocirurgia plástica; veja procedimento

Freitas Sobrinho afirma que o motivo da cirurgia foi estético - após ele ouvir comentários indesejados de banhistas em uma praia. E o motivo de fazer nele mesmo foi por não achar um cirurgião que concordasse em fazer o procedimento com anestesia local. "Sou um sujeito medroso com anestesia geral ou peridural", diz o médico.

"Um dia entrei na sala sozinho e fiz uma anestesia no abdome. Preparei, fiz e não senti nada. Pronto: avisei à equipe e pedi a alguns colegas que comparecessem, três médicos. Pedi para me visitarem, que eu tinha um caso, e depois eu falei que era eu", diz Freitas Sobrinho, ao contar que a equipe médica soube na hora dos seus planos.

O médico explica que teve que convencer um membro da equipe de que o procedimento era seguro para que ele ficasse. O cirurgião tentou começar a operação com o uso de um espelho, mas a dificuldade em realizar os movimentos espelhados fez com que desistisse do objeto. Ele seguiu, então, o exemplo de Rogozov e ficou levemente inclinado para ver o local da incisão diretamente.

O médico diz que o maior medo não era de anestesia, nem do procedimento em si, mas "do lado emocional". "Essa euforia minha poderia ser perigosa (...); um enfarte poder ser ocasionado pela emoção. No final, eu chorei", diz o médico.

Freitas Sobrinho diz que sua filha gravou em vídeo a operação e foi ela quem postou o material no Youtube, sem que ele soubesse. A postagem levou a uma denúncia ao Conselho Regional de Medicina (CRM), segundo o cirurgião, por supostamente fazer publicidade, mas que não teve prosseguimento no órgão.

O médico diz que aprendeu muito sobre alguns problemas pelos quais os pacientes passam. "Quando as pacientes reclamavam 'ó, tá me dando uma pontada', eu falava: 'tira isso da cabeça, imagina, pontada, a senhora está com cinco, quatro meses já (da cirurgia), isso é problema da sua cabeça'. A gente achava que era sempre o paciente, e não é não, eu passei por isso, é superchato".

<a data-cke-saved-href="http://www.terra.com.br/noticias/ciencia/infograficos/cirurgias/iframe.htm" href="http://www.terra.com.br/noticias/ciencia/infograficos/cirurgias/iframe.htm">veja o infográfico</a>
Fonte: Terra
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