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Argentina propõe ao Brasil criação de agência espacial sul-americana

30 ago 2011
17h42
atualizado às 19h18

O ministro da Defesa, Celso Amorim, recebeu de seu colega argentino, Arturo Puricelli, nesta terça-feira, a proposta para a criação de uma agência espacial sul-americana. O argentino pediu às autoridades e empresas dos dois países a criação de uma estratégia que permita à região desenvolver o setor espacial. A proposta foi feita durante participação no seminário "A Indústria de Defesa como indutor da Transformação da Defesa Nacional".

O centro do Programa Africano de Pesquisas Espaciaisde está localizado no jardim da casa de seu idealizador
O centro do Programa Africano de Pesquisas Espaciaisde está localizado no jardim da casa de seu idealizador
Foto: Brooke Bocast / BBC Brasil

"Nossas comunicações estão dependentes da prestação de serviços que são dados por satélites de países de outras regiões e por isso devemos somar esforços para chegar ao espaço com uma agência espacial sul-americana", justificou o ministro argentino.

Puricelli destacou para tal propósito os "espaços existentes e a capacidade brasileira", além das "potencialidades" da Argentina nesse campo, que, segundo ele, "podem ser muito bem aproveitadas". "O que nos impede de ter um lançador de satélites sul-americano? O desafio dos ministros é criar uma agenda espacial sul-americana e ter satélites próprios em 2025", considerou.

Em 2025, lembrou o ministro, os países que não disponham de radares para seu espaço aéreo civil terão que comprar o serviço de outras nações que desenvolvam esse tipo de tecnologia. No entanto, Puricelli disse à Agência Efe que a proposta ainda é "uma ideia para ser bem trabalhada antes de ser concretizada".

Sobre a proposta de seu colega argentino, Amorim afirmou à Efe que o Brasil considera a iniciativa "positiva e adequada", pois "contribui para a confiança" entre os países sul-americanos e para transformá-los em uma "comunidade de segurança". Em seu discurso, Puricelli argumentou que a América do Sul tem "muitas coisas para defender" e ressaltou a produção alimentícia conjunta entre Argentina e Brasil, "que é a maior do mundo", além de riquezas naturais como os reservatórios de água do Aquífero Guarani, os recursos energéticos e a Amazônia.

Os dois ministros, após participar do seminário que reunirá até amanhã aos altos comandantes militares e representantes da indústria bélica brasileira, tiveram uma reunião de trabalho. O encontro foi o primeiro de caráter internacional desde que Amorim assumiu a pasta da Defesa no dia 8 de agosto.

EFE   

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