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Leilão de tiranossauro de 70 mi de anos tem batalha judicial

19 jun 2012
13h38
atualizado às 16h12

A justiça nova-iorquina iniciou um procedimento para devolver à Mongólia um esqueleto de tiranossauro roubado no deserto de Gobi e leiloado em Nova York no mês passado, informou a promotoria de Manhattan.

Tyrannosaurus bataar, pequeno primo asiático do temido Tyrannosaurus Rex, media 2,4 metros de altura e 7,3 de comprimento
Tyrannosaurus bataar, pequeno primo asiático do temido Tyrannosaurus Rex, media 2,4 metros de altura e 7,3 de comprimento
Foto: Heritage Auctions / Divulgação

O esqueleto reconstituído e quase completo do Tarbossaurus bataar, primo mais novo do Tiranossaurus Rex que viveu no período Cretáceo há cerca de 70 milhões de anos, foi exportado ilegalmente para a Flórida (sudeste dos Estados Unidos) a partir da Grã-Bretanha em março de 2010.

O esqueleto foi leiloado no dia 20 de maio em Nova York por 1,05 milhão de dólares pela casa Heritage Auctions, com sede em Texas, segundo o promotor de Manhattan, Preet Bharara. De acordo com a denúncia apresentada no tribunal federal de Manhattan, os documentos da alfândega foram falsificados, davam como país de origem do esqueleto a Grã-Bretanha, e afirmavam, entre outras coisas, que se tratava de duas cabeças de réptil. Seu valor foi estimado em 15 mil dólares, quando o esqueleto foi oferecido a um preço base de 950 mil dólares.

Antes da venda, o governo da Mongólia obteve de um tribunal do Texas a proibição da venda e traslado do esqueleto. Apesar disso, a venda foi realizada, mas o leiloeiro concordou em congelar a transação até que o caso seja decidido pela justiça. O esqueleto, que segundo as autoridades da Mongólia foi descoberto entre 1995 e 2005 a oeste do deserto de Gobi, espera agora uma decisão sobre seu destino, o que poderá levar anos.

AFP Todos os direitos de reprodução e representação reservados. 

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