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EUA declaram pássaros brasileiros como ameaçados de extinção

29 dez 2010
14h07
atualizado às 14h20

O Serviço Federal de Vida Selvagem dos Estados Unidos anunciou na terça-feira que sete pássaros da América do Sul serão listados como ameaçados de extinção sob o Ato de Extinção de Espécies, segundo informações do site do jornal The New York Times.

Filhotes de tigre branco passam por check-up
Filhotes de tigre branco passam por check-up
Foto: EFE

O jornal não cita todas as espécies, mas fala em quatro: formigueiro-de-cabeça-negra (Formicivora erythronotos), saíra apunhalada (Nemosia rourei), olho-de-fogo-rendado (Pyriglena atra, também conhecido como papa-taoca-da-bahia), jacu-de-estalo (Neomorphus geoffroyi).

Os pássaros são encontrados principalmente na Mata Atlântica do Brasil e no Cerrado, onde o desmatamento e extração de recursos naturais têm destruído boa parte do seu habitat. Muitos são considerados criticamente em risco de extinção na natureza.

As espécies ameaçadas são protegidas pela lei brasileira, mas os esforços de conservação são "inadequados", de acordo com o Serviço de Vida Selvagem, que investe milhões de dólares anualmente para proteger espécies ameaçadas na América Latina, África e Ásia. Esta listagem das espécies ameaçadas de extinção pela legislação americana pode ajudar a acelerar o fluxo de verbas federais para projetos internacionais de conservação e aumentar as negociações internacionais para os esforços de proteção.

Segundo a reportagem, a Mata Atlântica, onde é encontrada a maioria das aves ameaçadas de extinção, é uma das florestas de maior biodiversidade no mundo e ocupa cerca de 330 milhões de hectares. Durante o Congresso Florestal Mundial em 2009, representantes do Brasil, Argentina e Paraguai prometeram que seus governos iriam conseguir o "desmatamento líquido zero" na Mata Atlântica até 2020.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva também se comprometeu, em 2008, a restaurar a Mata Atlântica para 20% do seu tamanho original. Desde então, Lula aprovou a criação de dois novos parques nacionais abrangendo o território da Mata Atlântica, e o Banco Mundial forneceu US$ 13 milhões em subsídios para proteger a região do Cerrado Brasil.

Fonte: Redação Terra

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