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Cientistas documentam mais de 1,3 mil espécies no Suriname

25 jan 2012
11h53
atualizado às 13h37

Uma expedição científica em uma das últimas florestas tropicais primitivas do mundo revelou uma incrível diversidade de espécies e uma extraordinária herança cultural, anunciou nesta quarta-feira a Conservation International (CI). A organização divulgou os resultados de uma pesquisa científica realizada no sudoeste do Suriname que documentou quase 1,3 mil espécies, incluindo 46 que podem ter sido documentadas pela primeira vez.

O sapo com chifres(Ceratophrys cornuta) tem uma boca excepcionalmente grande, o que permite que ele possa engolir presas que são quase tão grandes quanto seu próprio corpo - incluindo ratos e outros sapos
O sapo com chifres(Ceratophrys cornuta) tem uma boca excepcionalmente grande, o que permite que ele possa engolir presas que são quase tão grandes quanto seu próprio corpo - incluindo ratos e outros sapos
Foto: Conservation International/Trond Larsen / Divulgação

A investigação de três semanas ocorreu entre agosto e setembro de 2010 e explorou três pontos remotos ao longo dos rios Kutari e Sipaliwini, perto da aldeia de Kwamalasumutu. O objetivo dos cientistas era documentar a biodiversidade da região, ainda pouco conhecida, e ajudar a desenvolver oportunidades de ecoturismo sustentável para a população indígena.

A pesquisa foi conduzida por uma equipe de 53 cientistas, indígenas e estudantes, que registraram a diversidade e a situação de plantas, peixes, répteis, anfíbios, insetos, aves, pequenos mamíferos e mamíferos de grande porte. Entre os resultados do trabalho, os cientistas relatam novas espécies - que incluem oito peixes de água doce e dezenas de novos insetos, como besouros aquáticos, escaravelhos e gafanhotos.

O cientista da CI Trond Larsen afirmou que foi um privilégio explorar o local. "É emocionante estudar estas florestas remotas onde novas incontáveis descobertas podem acontecer, especialmente porque acreditamos que proteger essas paisagens enquanto permanecem imaculadas proporciona talvez a maior oportunidade para a manutenção da biodiversidade de importância global e dos ecossistemas dos quais dependem as gerações futuras", disse.

Fonte: Terra

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