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Americanos querem retirar energia de ondas magnéticas no ar

11 jul 2011 17h20
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Pesquisadores do Georgia Tech estão desenvolvendo uma espécie de antena, capaz de capturar energia das ondas eletromagnéticas presentes em toda a parte, como ondas de rádio, celular e televisão. Os sensores são produzidos com impressoras a jato de tinta e podem ser feitos de papel ou de polímeros especiais.

Pesquisadores do Georgia Tech estão desenvolvendo uma espécie de antena, capaz de capturar energia das ondas eletromagnéticas presentes em toda a parte
Pesquisadores do Georgia Tech estão desenvolvendo uma espécie de antena, capaz de capturar energia das ondas eletromagnéticas presentes em toda a parte
Foto: Georgia Tech / Divulgação

O professor Manos Tentzeris, da Escola de Engenharia Elétrica e Computacional do Instituto Georgia Tech, afirmou ao site Science Daily que "há muita energia eletromagnética em nossa volta, só que ninguém jamais conseguiu capturá-la". O site explica que os pesquisadores estão utilizando uma impressora a jato de tinta para combinar antenas, sensores e dispositivos de captura de energia em papéis ou polímeros flexíveis.

O resultado disso tudo são sensores autoalimentados que podem ser utilizados para diversas aplicações, como sensores biomédicos e químicos, identificação por radio-frequência (RFID) e dispositivos de comunicação. O site Hack A Day conta que a equipe pretende realizar uma demonstração em breve, mostrando um microcontrolador que funciona apenas em contato com o ar.

Alguns experimentos feitos já conseguiram retirar energias da ordem de centenas de microwatts (0,0001 W) em faixas espectrais da banda da televisão. Entretanto, a equipe acredita que, utilizando bandas eletromagnéticas multiespectrais, será possível conseguir energias da ordem de 1 miliwatt (0,001 W) ou mais. Assim, combinando este tipo de dispositivo com supercapacitores, os pesquisadores esperam conseguir armazenar energias maiores que 50 miliwatts, o que seria suficiente para abastecer os dispositivos.

Atualmente, os pesquisadores já estão "imprimindo" sensores que operam em faixas de até 15GHz de frequência, mas eles afirmam que esta faixa pode ser de até 60GHz se estes sensores forem impressos em polímeros.

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