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18 de abril de 2013 • 07h34 • atualizado em 19 de Abril de 2013 às 13h39

Albert Einstein morreu há 58 anos; médico relatou últimos momentos

Com a descoberta da lei do efeito fotoelétrico Einstein recebeu seu Prêmio Nobel, considerado tardio, em 1921
Foto: AFP
 

Maior físico de todos os tempos, principal personalidade do século XX, um dos grandes gênios da história. Muitos são os elogios feitos ao alemão Albert Einstein. E muito já foi dito sobre sua vida. Exatos 58 anos após a morte do teórico, o Terra traz uma história um pouco diferente desse cientista celebridade: o relato da morte de Einstein feito pelo seu médico, Guy K. Dean.

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O médico revelou em uma coletiva que, aos 76 anos, o físico sofria com a arteriosclerose - quando as paredes das artérias ficam mais espessas e menos elásticas. Além disso, ele tinha muitas dores na vesícula. "Ele frequentemente reclamava de dor no seu abdome e nas costas, mas sempre foi estoico quanto a isso", diz o médico, segundo registro do Daily Princetonian, jornal da Universidade de Princeton, onde o físico trabalhava. 

Em uma consulta, o cientista reclamou de dores mais fortes ao médico. Segundo o especialista, "um pequeno sangramento de um saco aneurismático atrás da aorta causava mais dor que o normal". Einstein ainda teve náusea e vômitos. O físico recebeu duas injeções para diminuir a dor e, segundo o médico, teve oito horas "relativamente confortáveis" de sono.

O médico diz que ele e Frank Glenn, especialista de Nova York, discutiam a condição abertamente com o físico, mas este era "extremamente contra uma cirurgia". No dia seguinte à reclamação de dor, os médicos tiveram que dar mais sedativos para confortar o teórico. "Ele começou a mostrar desidratação devido à inabilidade de tomar e reter líquidos" no dia seguinte.

Einstein teve que ser levado ao Hospital de Princeton, passagem que o médico havia dito que seria "rotineira". "Ontem, ele parecia fazer considerável progresso", disse Dean. Diversos médicos trabalhavam no caso e eles acreditavam que, com a melhora do físico, o sangramento da aorta tinha sido muito pequeno e teria fechado sozinho.

Dean afirmou que viu Einstein vivo pela última vez às 11h de um domingo. "Ele dormia silenciosamente e eu não acordei ele". À 1h15 da madrugada, o médico recebia a ligação de Alberta Roszel, enfermeira do hospital. Ela relatava que o famoso cientista não havia resistido ao derrame da aorta.

Segundo a enfermeira, Einstein murmurou alguma coisa em alemão enquanto dormia e parou repentinamente. Quando o padrão de respiração mudou, ela chamou por ajuda. Com a ajuda de outra enfermeira, tentou levantar a parte de cima da cama, quando o cientista inspirou profundamente duas vezes e expirou pela última vez, à 1h12 de uma segunda-feira, dia 17 de abril de 1955.

Um exame feito por Thomas S. Harvey, patologista do hospital, revelou que a aorta de Einstein teve um endurecimento severo em uma grande protrusão em um dos lados. Essa parte acabou por romper e causou uma lenta perda de sangue - o suficiente para tirar a vida de um dos mais conhecidos nomes da ciência.

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