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Cai nº de mexicanos com sintomas da gripe, diz ministro

1 mai 2009
10h26
atualizado às 11h27

O México iniciou nesta sexta-feira a paralisação da maioria de órgãos públicos e empresas, numa tentativa de conter a disseminação da epidemia de gripe, e autoridades se disseram animadas com a redução no surgimento de novos casos.

Jaqueline Garcia Gonzalez e Alan Martinez aguardam exame para diagnosticar possível infecção por gripe suína
Jaqueline Garcia Gonzalez e Alan Martinez aguardam exame para diagnosticar possível infecção por gripe suína
Foto: AP

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O ministro da Saúde, José Angel Córdova, disse que os hospitais públicos, que atendem quase metade do país, receberam apenas 46 pacientes com sintomas graves da gripe na quinta-feira, bem abaixo dos 212 pacientes registrados em 20 de abril. "Isso é encorajador", disse ele.

País mais afetado pela crise sanitária, o México já registrou 176 casos possivelmente provocados pelo vírus H1N1.

Outros dez países já registraram casos da doença, sendo a Holanda o último deles. Outros 17, inclusive o Brasil, estão verificando casos suspeitos.

Na quinta-feira foram confirmados novos casos na Europa, no Canadá e nos Estados Unidos, que já tem 109 vítimas. Fora do México, os casos em geral são mais brandos, e poucos deles exigiram hospitalização. A única morte fora do México foi a de um bebê mexicano que estava de passagem pelo Texas.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) mantém seu nível de alerta contra pandemias na fase 5 (de uma escala até 6), o que significa que uma epidemia global da nova doença é iminente.

Os especialistas dizem, porém, que não há como saber quão letal a nova cepa é, até onde ela pode se espalhar e quanto a eventual pandemia poderia durar.

O comitê de emergência da OMS não deve se reunir na sexta-feira, e por isso a agência provavelmente ainda não irá declarar situação de pandemia. Para isso, será preciso haver provas de que o novo vírus está se espalhando de forma sustentada entre comunidades de outra região que não a América do Norte.

Nos outros países onde a doença foi registrada, em geral os pacientes haviam estado no México - embora na Espanha uma pessoa nessa situação tenha contaminado outra, algo que ainda está sendo tratado como um caso isolado.

Na quinta-feira a OMS anunciou que passaria a tratar a doença como "influenza A (H1N1)", abandonando a denominação "gripe suína", que estava trazendo prejuízos aos suinocultores. Não há nenhum registro de contaminação de porcos pela doença, e os especialistas dizem que o consumo da carne desse animal não representa riscos.

Mexicanos em casa
O presidente do México, Felipe Calderón, pediu que os mexicanos fiquem em casa entre 1º e 5 de maio, feriado prolongado no país. Ele determinou que órgãos públicos não-essenciais deixem de funcionar, e pediu às empresas que façam o mesmo. As ruas da capital, que tem 20 milhões de habitantes, estão muito mais calmas do que o habitual.

"Não há lugar mais seguro do que o seu próprio lar para evitar ser infectado pelo vírus da gripe", disse Calderón.

Avaliar a difusão do novo vírus tem sido difícil devido à falta de instalações para o diagnóstico no México.

Das supostas 176 mortes no país, só cerca de 12 foram confirmadas, em laboratórios dos EUA e Canadá. Quase um terço das vítimas foi sepultado antes da realização de exames adequados.

Mas um laboratório equipado com kits especialmente preparados para detectar rapidamente o novo vírus já foi instalado no México, segundo o Centro de Prevenção e Controle de Doenças dos EUA (CDC).

O médico radicado nos EUA John Tam, que trabalhou em Hong Kong durante o surto da síndrome respiratória aguda grave (Sars, na sigla em inglês), em 2003, previu que o índice de mortalidade, que é muito mais elevada no México do que em outros lugares, deve diminuir, já que "casos mais brandos estão sendo corretamente identificados".

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