As famílias das vítimas do voo da Air France que caiu em junho no Oceano Atlântico durante o trajeto entre Rio de Janeiro e Paris não poderão participar como "observadores" da investigação sobre o acidente. O secretário de Transportes da França, Dominique Bussereau, se reuniu nesta sexta-feira com os representantes dos familiares e comunicou a eles que não poderão desempenhar esse papel nas investigações do Escritório de Pesquisas e Análises (BEA, na sigla em francês).
O pedido foi rejeitado "sem ambiguidade", declarou o presidente da associação "Entraide et solidarité AF447", Jean-Baptiste Audusset, na saída de sua reunião com Bussereau. O secretário disse a Audusset que não pode haver participação externa em uma investigação administrativa que se desenvolve em segredo.
Segundo Bussereau, não existe "opacidade" na investigação, como criticam as pessoas próximas às vítimas. O secretário confirmou que a terceira fase das investigações começará "em poucos meses" e não ainda neste outono do hemisfério norte (primavera no hemisfério sul), como estava previsto inicialmente.
O Airbus A330 caiu no fim do dia 31 de maio no Oceano Atlântico com 228 pessoas a bordo. Após meses de busca e duas fases de investigação, não foi possível encontrar as caixas-pretas da aeronave, cujos destroços se espalharam por uma área de 17 mil km² e na qual a profundidade do mar passa dos 3 mil m.
No dia 31 de agosto, o presidente da BEA anunciou que o rastreamento das caixas-pretas continuaria no outono, uma vez estabelecido "onde buscar prioritariamente e como otimizar as buscas". A terceira fase da investigação, no entanto, foi adiada para o início de 2010.







