Os tubos de pitot, na parte inferior da foto, é utilizado para medir a velocidade dos aviões
Foto: AFP
A Airbus anunciou nesta quinta-feira que começou a pedir a companhias aéreas que troquem os sensores de velocidade em cerca de 200 aviões de longa distância por equipamentos fabricados pela fornecedora norte-americana Goodrich. A recomendação foi tomada por causa do acidente com o jato A330 da Air France. A falha nos sensores é uma das possíveis causas da queda.
A medida afeta os modelos A330 e A340 equipados com sensores fabricados pela francesa Thales, como o A330 da Air France, que caiu no oceano Atlântico no dia 31 de maio durante a rota Rio de Janeiro-Paris.
A Airbus divulgou um boletim às companhias aéreas nesta quinta-feira pedindo para que façam a troca de ao menos dois dos três sensores, conhecidos como tubos de pitot, de cada aeronave.
Mais cedo, a Agência de Segurança de Aviação Europeia informou que planejava recomendar uma proibição aos sensores de velocidade instalados no modelo de avião que fazia o voo 447. A proposta também pedirá que seja diminuído para apenas um por avião o número de sensores novos fabricados pela francesa Thales.
O Sindicato Nacional de Pilotos de Linha (SNPL, majoritário na companhia aérea francesa) também pediu que, se a investigação concluísse que há um problema com os dispositivos fabricados pela Thales, estes sejam trocados por outros da marca americana Goodrich.
A posição do SNPL vem da constatação de que, segundo seus dados, "não ocorreu nenhum incidente em voo nos aviões equipados com sondas Goodrich" - da qual a Air France não é cliente -, que representam 70% da frota mundial.
Os dispositivos BA da Thales são os que foram instalados em toda a frota Airbus da Air France em substituição aos AA, depois que o fabricante aeronáutico europeu fez, em setembro de 2007, uma recomendação para trocá-los nos modelos de sua família de aeronaves A320. Esse processo de substituição foi acelerado após o acidente com o voo AF 447.

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