Os tubos de pitot, na parte inferior da foto, são utilizados para medir a velocidade dos aviões |
A fabricante de aviões Airbus, que em junho teve dois aviões envolvidos em acidentes - um deles o do voo AF 447, da Air France, que fazia a rota entre o Rio de Janeiro e Paris -, disse hoje que a recomendação para que as companhias aéreas troquem os sensores de velocidade dos modelos da família A330/A340 é "uma medida de precaução".
Em declarações, uma porta-voz da empresa afirmou que a recomendação não é de cumprimento obrigatório e foi feita após contatos com a Agência Europeia de Segurança Aérea (EASA, na sigla em inglês). O conselho para que as companhias de aviação troquem pela marca Goodrich os sensores de velocidade Thales, objeto de polêmica após a queda da aeronave do voo AF 447 no começo do mês passado, foi feita ontem. De acordo com a porta-voz da fabricante aeronáutica, a recomendação, que vale para cerca de 200 dos mil aparelhos A330/A340 em operação no mundo, não antecipa o fim das investigações do acidente no Brasil, que matou todas as 228 pessoas que estavam no avião. A funcionária destacou ainda que os sensores Thales "estão certificados" e que a Airbus acredita que este fabricante de peças apresentará uma solução para as recentes experiências registradas com sensor. A sugestão de troca não foi estendida à família A320, cujos modelos só têm um corredor, porque não foram identificados indícios de possíveis falhas na peça. Questionada se o motivo que levou a Airbus a recomendar a troca teria sido a formação de uma camada de gelo sobre o sensor, o que o inutilizaria, a porta-voz respondeu: "Não analisamos todas as causas, mas os incidentes".
O acidente
O Airbus A330 saiu do Rio de Janeiro no domingo (31), às 19h (horário de Brasília), e deveria chegar ao aeroporto Roissy - Charles de Gaulle de Paris no dia 1º às 11h10 locais (6h10 de Brasília).
De acordo com nota divulgada pela FAB, às 22h33 (horário de Brasília) o voo fez o último contato via rádio com o Centro de Controle de Área Atlântico (Cindacta III). O comandante informou que, às 23h20, ingressaria no espaço aéreo de Dakar, no Senegal.
Às 22h48 (horário de Brasília) a aeronave saiu da cobertura radar do Cindacta, segundo a FAB. Antes disso, no entanto, a aeronave voava normalmente a 35 mil pés (11 km) de altitude.
A Air France informou que o Airbus entrou em uma zona de tempestade às 2h GMT (23h de Brasília) e enviou uma mensagem automática de falha no circuito elétrico às 2h14 GMT (23h14 de Brasília). A equipe de resgate da FAB foi acionada às 2h30 (horário de Brasília).
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