Os primeiros destroços do avião Airbus A330 da Air France são exposto pela Aeronáutica em Recife |
A Air France divulgou nota na qual afirma que acompanhou o primeiro relatório do Escritório de Pesquisa e Análise da França (BEA) divulgado hoje sobre do acidente do voo AF 447 e que, para a empresa, ainda é primordial que se encontrem as caixas-pretas, que permitiriam conhecer as causas da queda do avião.
"Para a companhia, não devem ser poupados esforços para este fim, e a Air France agradece as autoridades francesas por continuarem as buscas nesta operação sem precedentes. Da mesma maneira, a companhia agradece as autoridades brasileiras pelas buscas realizadas no local do acidente", afirmou a Air France.
O primeiro relatório sobre o acidente aponta que a aeronave não se partiu no ar e caiu inteira e de barriga no mar. Segundo o chefe das investigações, Alain Bouillard, a aeronave tocou a água com a parte inferior da fuselagem, em uma velocidade muito alta.
A empresa ressaltou que todos os pontos da investigação levantados pelo BEA serão imediatamente levados em consideração pela companhia. "A segurança de voo é a preocupação primordial da Air France, que busca permanentemente meios de aprimorar cada vez mais todos os seus aspectos", informou.
Ainda segundo a companhia aérea, na recomendação da Airbus de novembro de 2008, que substituía outra de setembro de 2007, a solução para o problema de congelamento não figurava mais como motivo de troca do pitot Thalès AA pelo pitot Thalès BA.
"Em 15 de abril de 2009, a Airbus propôs à Air France uma avaliação, em situação real, dos resultados de uma série de testes de laboratórios do pitot Thalès BA", relatou a empresa.
Em 27 de abril de 2009, de acordo com a companhia, sem esperar esta avaliação, a Air France decidiu equipar toda sua frota de Airbus A330 e A340 com os pitots Thalès BA.
"A Air France continuará a cooperar plenamente com as autoridades e reitera seu compromisso total com a transparência para com os investigadores, seus passageiros e o público em geral", concluiu a empresa.
O acidente
O Airbus A330 saiu do Rio de Janeiro no domingo (31), às 19h (horário de Brasília), e deveria chegar ao aeroporto Roissy - Charles de Gaulle de Paris no dia 1º às 11h10 locais (6h10 de Brasília).
De acordo com nota divulgada pela FAB, às 22h33 (horário de Brasília) o vôo fez o último contato via rádio com o Centro de Controle de Área Atlântico (Cindacta III). O comandante informou que, às 23h20, ingressaria no espaço aéreo de Dakar, no Senegal.
Às 22h48 (horário de Brasília) a aeronave saiu da cobertura radar do Cindacta, segundo a FAB. Antes disso, no entanto, a aeronave voava normalmente a 35 mil pés (11 km) de altitude.
A Air France informou que o Airbus entrou em uma zona de tempestade às 2h GMT (23h de Brasília) e enviou uma mensagem automática de falha no circuito elétrico às 2h14 GMT (23h14 de Brasília). A equipe de resgate da FAB foi acionada às 2h30 (horário de Brasília).
Redação Terra