Após relatório, Air France diz que caixa-preta é primordial

02 de julho de 2009 • 15h03 • atualizado às 15h03
Os primeiros destroços do avião Airbus A330 da Air France são exposto pela Aeronáutica em Recife
Os primeiros destroços do avião Airbus A330 da Air France são exposto pela Aeronáutica em Recife
12 de junho de 2009
EFE

A Air France divulgou nota na qual afirma que acompanhou o primeiro relatório do Escritório de Pesquisa e Análise da França (BEA) divulgado hoje sobre do acidente do voo AF 447 e que, para a empresa, ainda é primordial que se encontrem as caixas-pretas, que permitiriam conhecer as causas da queda do avião.

"Para a companhia, não devem ser poupados esforços para este fim, e a Air France agradece as autoridades francesas por continuarem as buscas nesta operação sem precedentes. Da mesma maneira, a companhia agradece as autoridades brasileiras pelas buscas realizadas no local do acidente", afirmou a Air France.

O primeiro relatório sobre o acidente aponta que a aeronave não se partiu no ar e caiu inteira e de barriga no mar. Segundo o chefe das investigações, Alain Bouillard, a aeronave tocou a água com a parte inferior da fuselagem, em uma velocidade muito alta.

A empresa ressaltou que todos os pontos da investigação levantados pelo BEA serão imediatamente levados em consideração pela companhia. "A segurança de voo é a preocupação primordial da Air France, que busca permanentemente meios de aprimorar cada vez mais todos os seus aspectos", informou.

Ainda segundo a companhia aérea, na recomendação da Airbus de novembro de 2008, que substituía outra de setembro de 2007, a solução para o problema de congelamento não figurava mais como motivo de troca do pitot Thalès AA pelo pitot Thalès BA.

"Em 15 de abril de 2009, a Airbus propôs à Air France uma avaliação, em situação real, dos resultados de uma série de testes de laboratórios do pitot Thalès BA", relatou a empresa.

Em 27 de abril de 2009, de acordo com a companhia, sem esperar esta avaliação, a Air France decidiu equipar toda sua frota de Airbus A330 e A340 com os pitots Thalès BA.

"A Air France continuará a cooperar plenamente com as autoridades e reitera seu compromisso total com a transparência para com os investigadores, seus passageiros e o público em geral", concluiu a empresa.

O acidente
O Airbus A330 saiu do Rio de Janeiro no domingo (31), às 19h (horário de Brasília), e deveria chegar ao aeroporto Roissy - Charles de Gaulle de Paris no dia 1º às 11h10 locais (6h10 de Brasília).

De acordo com nota divulgada pela FAB, às 22h33 (horário de Brasília) o vôo fez o último contato via rádio com o Centro de Controle de Área Atlântico (Cindacta III). O comandante informou que, às 23h20, ingressaria no espaço aéreo de Dakar, no Senegal.

Às 22h48 (horário de Brasília) a aeronave saiu da cobertura radar do Cindacta, segundo a FAB. Antes disso, no entanto, a aeronave voava normalmente a 35 mil pés (11 km) de altitude.

A Air France informou que o Airbus entrou em uma zona de tempestade às 2h GMT (23h de Brasília) e enviou uma mensagem automática de falha no circuito elétrico às 2h14 GMT (23h14 de Brasília). A equipe de resgate da FAB foi acionada às 2h30 (horário de Brasília).

Redação Terra
 
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