O diretor-geral da Air France, Pierre-Henri Gourgeon, afirmou na quarta-feira no Rio de Janeiro que as buscas pelas caixas-pretas do avião Airbus do voo AF 447 vai continuar por mais 20 dias. Segundo o executivo, as sondas dos submarinos que procuram o material ainda pode captar sinais de onde a aeronave caiu. As informações são da assessoria de imprensa da empresa.
Os sinais emitidos pelas caixas-pretas deveriam ter parado no último dia 30, contudo, segundo o escritório francês que investiga as causas do acidente, esses sinais podem continuar por mais alguns dias. O escritório afirmou na terça-feira que não havia prazo para encerrar as buscas pelos objetos.
O acidente
O Airbus A330 saiu do Rio de Janeiro no domingo (31), às 19h (horário de Brasília), e deveria chegar ao aeroporto Roissy - Charles de Gaulle de Paris no dia 1º às 11h10 locais (6h10 de Brasília).
De acordo com nota divulgada pela FAB, às 22h33 (horário de Brasília) o voo fez o último contato via rádio com o Centro de Controle de Área Atlântico (Cindacta III). O comandante informou que, às 23h20, ingressaria no espaço aéreo de Dakar, no Senegal.
Às 22h48 (horário de Brasília) a aeronave saiu da cobertura radar do Cindacta, segundo a FAB. Antes disso, no entanto, a aeronave voava normalmente a 35 mil pés (11 km) de altitude.
A Air France informou que o Airbus entrou em uma zona de tempestade às 2h GMT (23h de Brasília) e enviou uma mensagem automática de falha no circuito elétrico às 2h14 GMT (23h14 de Brasília). A equipe de resgate da FAB foi acionada às 2h30 (horário de Brasília).
No dia 26 de junho, a Aeronáutica e a Marinha brasileiras anunciaram o fim das buscas por corpos de vítimas. A justificativa foi a impossibilidade da localização de mais cadáveres ou restos mortais na superfície do Oceano Atlântico.
Redação Terra