Comandante: na busca pelo AF 447, recolhíamos até garrafa

19 de junho de 2009 • 10h35 • atualizado às 15h52
Corvata Caboclo chega ao porto de Recife depois de buscas em alto mar Foto: Lima/vc repórter
Corvata Caboclo chega ao porto de Recife depois de buscas em alto mar
19 de junho de 2009
Foto: Lima/vc repórter

Ana Lima Freitas

Direto do Recife


O comandante da corveta Caboclo, Alexandre Taumaturgo Pavoni, afirmou após desembarcar no Recife que a ansiedade no início da operação de buscas por destroços e corpos do Airbus do vôo AF 447, da Air France, fez com que a tripulação da embarcação recolhesse qualquer objeto encontrado no mar. "a tripulação estava muito ansiosa para recolher os destroços do avião. Então, no princípio da operação nós recolhíamos qualquer coisa avistada, como garrafas plásticas e isopor", disse o capitão-de-corveta.

A embarcação transportou até o Recife 133 destroços da aeronave e peças de roupas das vítimas após percorrer cerca de 1.270 km desde as áreas de busca. O comandante afirmou que a maior peça encontrada foi o armário da copa do avião que a Caboclo foi a primeira embarcação a recolher destroços e corpos.

Pavoni afirmou ainda que, quando os corpos eram encontrados, estes passavam por uma análise inicial do médico da corveta e depois eram levados a um navio com melhores condição de armazenamento. O capitão-de-corveta disse também que, em respeito às famílias das vítimas, não iria comentar o estado em que os nove corpos recolhidos pela Caboclo foram encontrados.

O material ficará em um hangar no aeroporto do Recife à disposição do escritório francês que faz as investigações. Os representantes da França assinaram um termo no qual se responsabilizam pelos destroços.

Segundo nota divulgada nesta sexta-feira, a Força Aérea Brasileira (FAB), afirmou que as condições do tempo "não estão satisfatórias" e devem piorar na região onde ocorrem os trabalhos de busca pelos destroços e por corpos.

O acidente
O Airbus A330 saiu do Rio de Janeiro no domingo (31), às 19h (horário de Brasília), e deveria chegar ao aeroporto Roissy - Charles de Gaulle de Paris no dia 1º às 11h10 locais (6h10 de Brasília).

De acordo com nota divulgada pela FAB, às 22h33 (horário de Brasília) o voo fez o último contato via rádio com o Centro de Controle de Área Atlântico (Cindacta III). O comandante informou que, às 23h20, ingressaria no espaço aéreo de Dakar, no Senegal.

Às 22h48 (horário de Brasília) a aeronave saiu da cobertura radar do Cindacta, segundo a FAB. Antes disso, no entanto, a aeronave voava normalmente a 35 mil pés (11 km) de altitude.

A Air France informou que o Airbus entrou em uma zona de tempestade às 2h GMT (23h de Brasília) e enviou uma mensagem automática de falha no circuito elétrico às 2h14 GMT (23h14 de Brasília). A equipe de resgate da FAB foi acionada às 2h30 (horário de Brasília).

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