OAB-Rio punirá advogados por assédio a famílias de vítimas

05 de junho de 2009 • 12h49 • atualizado às 13h18
Parente de vítima reza durante missa no Rio de Janeiro Foto: Reuters
Parente de vítima reza durante missa no Rio de Janeiro
04 de junho de 2009
Foto: Reuters

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil no Rio de Janeiro (OAB-Rio), Wadih Damous, disse nesta sexta-feira que vai punir com rigor os advogados que estiverem assediando as famílias dos passageiros do Airbus 330, da Air France, que desapareceu na madrugada de segunda-feira, quando sobrevoava o Oceano Atlântico.

Em nota, Damous afirma que a denúncia de que advogados estariam oferecendo seus serviços aos familiares das vítimas hospedados no hotel Windsor, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro, chegou até ele por meio de uma correspondência enviada pela diretora geral da Air France no Brasil, Isabelle Birrem.

"Aqueles profissionais que estiverem violando o código de ética responderão disciplinarmente pela grave irregularidade", garantiu o presidente da OAB-Rio, salientando que "advogado não é abutre a farejar a dor humana, nem a advocacia deve ser confundida com revenda de automóveis ou anúncio de peças íntimas".

Damous, que está em São Luis (MA) participando de um evento promovido pela seccional da OAB maranhense, garantiu que além de apurar a conduta de advogados brasileiros denunciada no caso, vai investigar a hipótese de atuação de escritórios de advocacia estrangeiros. Segundo ele, também chegaram à OAB denúncias de que profissionais com visto de turista estariam exercendo a profissão de advogado irregularmente no Rio de Janeiro. "Se comprovado o fato, notificaremos os órgãos de fiscalização profissional dos respectivos países e encaminharemos os processos para punição rigorosa."

Por fim, o presidente da OAB-Rio lembra que os profissionais da advocacia serão necessários para orientar os familiares, mas que a procura a eles cabe exclusivamente às famílias dos passageiros.

O acidente
O Airbus A330 saiu do Rio de Janeiro no domingo (31), às 19h (horário de Brasília), e deveria chegar ao aeroporto Roissy - Charles de Gaulle de Paris no dia 1º às 11h10 locais (6h10 de Brasília).

De acordo com nota divulgada pela FAB, às 22h33 (horário de Brasília) o vôo fez o último contato via rádio com o Centro de Controle de Área Atlântico (Cindacta III). O comandante informou que, às 23h20, ingressaria no espaço aéreo de Dakar, no Senegal.

Às 22h48 (horário de Brasília) a aeronave saiu da cobertura radar do Cindacta, segundo a FAB. Antes disso, no entanto, a aeronave voava normalmente a 35 mil pés (11 km) de altitude.

A Air France informou que o Airbus entrou em uma zona de tempestade às 2h GMT (23h de Brasília) e enviou uma mensagem automática de falha no circuito elétrico às 2h14 GMT (23h14 de Brasília). A equipe de resgate da FAB foi acionada às 2h30 (horário de Brasília).

Agência Brasil
 
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