O Tribunal de Paris anunciou nesta sexta-feira a abertura de uma investigação por "homicídio involuntário" em relação ao desaparecimento do avião da Air France que fazia o trajeto Rio de Janeiro-Paris com 228 pessoas a bordo.
"A investigação não é contra ninguém em particular", afirmou o tribunal em comunicado, no qual informa que a juíza instrutora será Sylvie Zimmerman.
A corte informou ainda que a Promotoria de Paris enviou uma carta a cada família das vítimas para notificar sobre o procedimento penal e informar da designação de associações de ajuda aos afetados.
Além disso, comunicou a abertura do correspondente processo civil no Tribunal de Grande Instância da capital francesa.
O acidente
O Airbus A330 saiu do Rio de Janeiro no domingo (31), às 19h (horário de Brasília), e deveria chegar ao aeroporto Roissy - Charles de Gaulle de Paris no dia 1º às 11h10 locais (6h10 de Brasília).
De acordo com nota divulgada pela FAB, às 22h33 (horário de Brasília) o vôo fez o último contato via rádio com o Centro de Controle de Área Atlântico (Cindacta III). O comandante informou que, às 23h20, ingressaria no espaço aéreo de Dakar, no Senegal.
Às 22h48 (horário de Brasília) a aeronave saiu da cobertura radar do Cindacta, segundo a FAB. Antes disso, no entanto, a aeronave voava normalmente a 35 mil pés (11 km) de altitude.
A Air France informou que o Airbus entrou em uma zona de tempestade às 2h GMT (23h de Brasília) e enviou uma mensagem automática de falha no circuito elétrico às 2h14 GMT (23h14 de Brasília). A equipe de resgate da FAB foi acionada às 2h30 (horário de Brasília).
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