Visita do Papa

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Domingo, 13 de maio de 2007, 21h26 Atualizada às 00h13

Bispos minimizam crítica do Papa a 'governos autoritários'

A preocupação expressa neste domingo pelo papa Bento XVI com o ressurgimento de "governos autoritários" na América Latina não se dirige a ninguém em particular, disseram alguns bispos reunidos em Aparecida (SP). Na primeira sessão da 5ª Conferência Geral do Episcopado Latino-americano e Caribenho (Celam), o Papa manifestou sua preocupação com o surgimento, no subcontinente, de formas de governo "autoritárias" ou sujeitas a doutrinas "superadas".

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"Nestes apontamentos sobre a política, como em outros temas, o Papa está acima dos detalhes concretos, não se referiu a nomes próprios", disse o bispo venezuelano Baltazar Porras, negando qualquer alusão ao presidente de seu país, Hugo Chávez. "Ele não se referia à Venezuela, mas ao que se passa, em geral, na América do Sul e em parte da América Central", explicou o bispo.

Para o bispo de Catanduva, Antonio Celso Queiroz, a mensagem do Pontífice era mais "um alerta sobre a ausência de cristãos comprometidos no campo da política".

O porta-voz da Celam, o bispo colombiano Héctor Gutiérrez, destacou que as palavras de Bento XVI não podem ser interpretadas à luz de interesses precisos. "Não é uma política partidarista", frisou.

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