Visita do Papa

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Domingo, 13 de maio de 2007, 17h48 Atualizada às 23h14

Papa: cristianismo não foi imposto aos latinos

Em seu discurso na sessão de abertura da 5ª Conferência Geral do Episcopado Latino-americano e do Caribe, o papa Bento XVI afirmou que o cristianismo não foi imposto aos povos que habitam a América Latina antes da chegada dos colonizadores. "O anúncio de Jesus e de seu evangelho não supôs, em nenhum momento, uma alienação das culturas pré-colombianas, nem foi uma imposição de uma cultura estranha".

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Segundo o Papa, "as culturas não estão fechadas em si mesmas nem petrificadas em um determinado ponto da história" e buscam se encontrar com outras culturas para alcançar uma universalidade. Bento XVI disse ainda que os povos indígenas já buscavam Deus em suas tradições religiosas, mesmo sem saber.

O Papa afirmou que "voltar a dar vida" às religiões pré-colombianas é uma "utopia" e seria um "retrocesso".

O discurso do Papa foi feito em espanhol, uma vez que se destina a bispos de todo o continente. Mas Bento XVI se confundiu e leu parte do texto em português. Ao perceber o engano, ele sorriu e foi aplaudido.

O Papa falou também outros temas polêmicos, entre eles o aborto. Bento XVI afirmou que a prática, assim como os métodos contraceptivos "ameaçam o futuro dos povos".

O Pontífice falou também sobre economia e relações sociais. Criticou o marxismo, o capitalismo e o liberalismo econômico na América Latina dizendo que falharam em combater a pobreza. Bento XVI também atacou o machismo e defendeu as mães que não querem trabalhar.

"Em algumas famílias da América Latina persiste ainda por desgraça uma mentalidade machista, ignorando a novidade do cristianismo que reconhece e proclama a igual dignidade e responsabilidade da mulher em relação ao homem (...) As mães que queiram dedicar-se plenamente à educação de seus filhos e ao serviço da família hão de gozar das condições necessárias para poder fazê-lo, e para isso têm direito a contar com o apoio do Estado", disse o Papa.

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