Visita do Papa

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Terça, 27 de março de 2007, 21h21 Atualizada às 10h24

Saiba quem foi frei Galvão, o 1º santo brasileiro

Primeiro santo brasileiro - canonizado pelo papa Bento XVI no dia 11 de maio em São Paulo -, frei Galvão, cujo nome de nascimento é Antônio de Sant´Anna Galvão, nasceu em Guaratinguetá, no interior de São Paulo, em 1739.

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Filho de Antônio Galvão de França, imigrante português e capitão-mor da cidade, e de Isabel Leite de Barros, bisneta do bandeirante Fernão Dias Pais, frei Galvão cresceu em uma casa grande e rica com os irmãos. Com 13 anos, foi mandado o Colégio de Belém, na Bahia, onde conviveu com padres jesuítas até 1756.

Aos 21 anos, entrou para o noviciado na Vila de Macacú, no Rio de Janeiro. Dois anos depois, em 1762, foi ordenado sacerdote. Frei Galvão foi enviado a São Paulo para aprofundar os estudos em filosofia e teologia no Convento de São Francisco, onde foi nomeado pregador, confessor e porteiro do Convento, cargo considerado importante pela comunicação com os fiéis e pela difusão das idéias católicas entre eles.

Entre 1774 e 1788, frei Galvão cuidou de um recolhimento de mulheres em São Paulo. Nos 14 anos seguintes, entre 1788 e 1802, o beato dedicou-se à construção do Mosteiro da Luz, quando atuou como arquiteto, mestre de obras e pedreiro. O edifício foi considerado patrimônio cultural da humanidade pela Unesco.

Os milagres atribuídos a frei Galvão estão ligados à cura de doenças, especialmente câncer e cálculo renal, e de complicações em partos. O primeiro deles ocorreu quando, procurado por uma jovem com fortes cólicas renais, Galvão foi inspirado por Deus e escreveu em um pedaço de papel uma frase em latim do Ofício de Nossa Senhora.

A tradução seria "depois do parto, ó Virgem, permaneceste intacta: Mãe de Deus, intercede por nós!". Ele enrolou o papel em forma de pílula e deu à jovem, que teria expelido um grande cálculo e se curado.

Pouco tempo depois, um senhor pediu orações e um remédio para a mulher, que estava em trabalho de parto. Frei Galvão fez novamente uma pequena pílula, e a criança nasceu rapidamente. Depois disso, teve que ensinar as irmãs do recolhimento a fazer as pílulas e dá-las às pessoas necessitadas, o que elas fazem até hoje.

Galvão morreu em 23 de dezembro de 1822 e, a pedido do povo e das irmãs do Mosteiro da Luz, foi sepultado na igreja que ele mesmo construíra. A partir deste mosteiro, tiveram origem outros nove.

Ele foi beatificado pelo papa João Paulo II em 1998 e teve seu segundo milagre, necessário para a canonização, reconhecido pelo papa Bento XVI em 16 de dezembro do ano passado.

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