Neste verão as chuvas serão frequentes em praticamente todo o País, com exceção do nordeste de Roraima e do leste do Nordeste
Foto: Ricardo Matsukawa/Terra
"A estação também é conhecida por suas chuvas intensas, provocadas pelo contraste das altas temperaturas, da baixa pressão atmosférica e da elevada umidade relativa do ar", explica Morgana. O fenômeno, conforme ela aponta, ocorre principalmente entre o fim da tarde e o início da noite. "Em geral, são episódios com elevados volumes de água e em curtos períodos, o que aumenta os riscos de alagamento."
Entre dezembro de 2011 e fevereiro de 2012, segundo o Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (CPTEC/INPE), as chuvas serão frequentes em praticamente todo o País, com exceção do nordeste de Roraima e do leste do Nordeste. Em contra partida, há indícios de que as chuvas ultrapassem a média no centro e no norte da região Norte e no norte do Maranhão.
No norte do Nordeste, a previsão do CPTEC indicaque 40% das chuvas ocorreram na média normal, mas com probabilidade de que 35% extrapolem esse nível. Para o sul da região Sul, persiste a probabilidade (75%) de as chuvas se classificarem como normal ou abaixo da média histórica registrada no local.
Na grande área central do Brasil, que inclui as regiões Sudeste e Centro-Oeste e parte do Nordeste, a previsão aponta para o padrão climatológico, ou seja, igual probabilidade de chuvas para as três categorias (abaixo, normal e acima da normal climatológica).
Volumes de chuva
A previsão é que no Sudeste e no Centro-Oeste chova em torno de 300 mm e 700 mm. "Nessas regiões as chuvas são ocasionais, principalmente pela atuação da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS)", explica o meteorologista do centro José Felipe Farias.
Na Região Sul, calcula-se que o volume de chuva alcance aproximadamente 450 mm no Estado do Paraná e não ultrapasse de 400 mm no Rio Grande do Sul, conforme aponta relatório do CPTEC.
Volumes de chuvas superiores a 1.000 mm poderão ser observados no leste do Amapá, na Ilha do Marajó (PA), bem como no nordeste e no sudeste do Pará e no sudeste do Amazonas. Média que, de acordo com Farias, é acima da normal. "Essa mudança é explicada pela evolução do fenômeno La Niña na região do Pacífico Equatorial, embora os sinais das condições oceânicas e atmosféricas estejam menos intensos do que no verão de 2010/2011", relata.
Agência Hélice,
Especial para o Terra
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